A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

março 1, 2015

Rio de Janeiro – 450 anos!

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“[…] escolhi um sítio que parecia mais conveniente para edificar nele a cidade de são sebastião, o qual sítio era de um grande mato espesso, cheio de muitas árvores grossas, em que se levou assaz de trabalho em as cortar e alimpar o dito sítio e edificar uma cidade grande cercada de trasto de vinte palmos de largo e outros tantos de altura, toda cercada de muro por cima com muitos baluartes e fortes cheio d’artilharia. E fiz a Igreja dos padres de Jesu […], e a sé de três naves também telhada e bem consertada, fiz a casa da câmara sobradada, telhada e grande, a cadeia, as casas dos armazéns e para a fazenda de sua alteza sobradadas e telhadas e com varandas, dei ordem e favor ajuda com que fizessem outras muitas casas telhadas e sobradadas.”

in Instrumento dos Serviços Prestados por Mem de Sá, 1570, Cartório dos Jesuítas, Torre do Tombo, Portugal.

Aos 450 anos, o Rio de Janeiro tem muita história para contar. De capital da colônia a sede do Império Português, a cidade que já foi distrito federal da República testemunhou e protagonizou diversos capítulos da história do Brasil. A cidade continua crescendo e avançando, mas há questões importantes que se arrastam ao longo dos anos e ainda não foram resolvidas – entre elas as falhas na recepção aos turistas, saneamento básico, violência e mobilidade urbana.

Ela é a cara do Brasil para o mundo e tem um mercado turístico sempre crescente, e há hotéis em construção, mas serviços básicos como placas de sinalização e orientação em outras línguas ainda são bem poucas.

Os índices de segurança pública melhoraram muito em relação a décadas passadas, mas os assaltos, tiroteios e alto número de homicídios ainda assustam, e o programa de pacificação das favelas enfrenta uma grave crise e tenta se reestruturar.

Não há dúvidas que a cidade é linda e merece o título de “Cidade Maravilhosa”. Mas, em conversa com um amigo europeu cujo sonho era o conhecer o Rio de Janeiro e o seu carnaval, após fazer sua visita em terras cariocas, ele me disse: “nunca vi tanta beleza e tanta vulgaridade em uma cidade só”.

Clique aqui e veja a Cronologia do Rio de Janeiro colonial feita a partir do livro Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial, de Nestor Goulart Reis Filho.

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