A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 25, 2015

A dieta que conquistou o alto escalão de Brasília

 

Moema Soares é a diretora executiva do método Ravenna no Brasil, responsável por trazer ao país as três clínicas importadas de Buenos Aires, Argentina. O método, inventado pelo médico e terapeuta argentino Máximo Ravenna e autointitulado “tratamento multidisciplinar de emagrecimento”, chegou por aqui em 2009, com a primeira clínica em Salvador. Depois veio a de São Paulo, em 2010, e em 2012 foi a vez da capital federal receber a sua Ravenna. Uma paciente ilustre deste último endereço foi a responsável pela nova onda de interesse na dieta dos nossos vizinhos. Recentemente, a presidente Dilma Rousseff admitiu ter perdido 6 quilos seguindo o método. Foi o suficiente para muitas pessoas irem atrás da fórmula argentina.

O que a dieta promete
Eliminação de 7% a 10% do peso ao mês, para os homens. Para alguém com 120 quilos isso significa eliminar entre 37 e 50 quilos em seis meses, prazo máximo estimado pela clínica para que os pacientes alcancem a meta de peso. O tempo mínimo é de quatro meses. Eles garantem que o emagrecimento acontece de forma saudável, efetiva e duradoura.

Como é a dieta
São apenas quatro refeições diárias, os carboidratos refinados (pão, macarrão e arroz branco, biscoito etc.) são proibidos; bebidas alcoólicas e açúcar também ficam de fora. São liberados, em pequenas medidas, alimentos com baixo índice glicêmico, entre frutas, verduras, legumes e proteínas. Os pratos principais são precedidos por caldo quente e salada e seguidos de fruta ou gelatina e café. A primeira etapa consiste em cortes de caloria e alimentos, atividade física e reuniões com grupos de apoio terapêutico, para atingir o peso ideal; na segunda fase, chamada de transição, alguns alimentos proibidos voltam ao prato aos poucos; a terceira e quarta etapa são de manutenção através de alimentação balanceada e exames periódicos. “A ideia é que ao final a pessoa entenda que pode comer de tudo, mas não tudo”, segundo a diretora executiva.

Como funciona
Através de quatro pilares: apoio médico, nutricional, psicológico e de atividade física. O paciente que chega a uma unidade Ravenna passa por esses quatro especialistas antes mesmo de pensar em calorias. Ele realiza uma bateria de exames clínicos e de porcentagem de gordura, além de passar por uma avaliação psicológica para verificar possíveis fatores que levaram à obesidade ou que dificultam o emagrecimento. Desses dados sairá o plano de ação.

Mas a dieta não é feita só de vantagens…
Jejuns prolongados (mais de três horas e meia) podem provocar aumento de gordura abdominal e risco de diabetes. Outro ponto contra: seis meses de privação de tantos alimentos podem causar deficiência de minerais. É bastante provável que você fique tentado a abandonar o processo e, caso vá até o fim, é ainda menos possível que mantenha os hábitos para a vida.

Escolha pelo índice glicêmico
Alimentos com baixo IG (até 55):
• cenoura crua (16) • brócolis (20)
• cogumelo (20)
• pepino (20)
• tomate (20)
• abobrinha (20)
• iogurte light (20)
• pera (54)
• maçã (52)

Quanto custa? (em valores aproximados)
Módulo de ingresso R$ 800
Pacote mensal R$ 1.900
Quem chega à etapa de transição recebe um desconto na mensalidade.

Aqueles que desejam fazer as refeições no restaurante da própria clínica (com comida “saborosa sem ser excessivamente prazerosa”, segundo a diretora executiva), desembolsam um valor extra por refeição.

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