A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 5, 2015

A música como protagonista de sentimentos

Catástrofes, perdas, mortes, alegrias, tudo isso nos deixa confusos. O que temos de mais básico se perde ou se mistura a sentimentos confusos. Nesses momentos falamos demais ou não falamos nada, e buscamos explicações estranhas que não cabem no mais evidente, que não funcionam na luz e que muitas vezes se escondem numa escuridão inexplicável e tumultuada.

E são nesses momentos que muitas vezes uma música passa ser a nossa trilha sonora. E tem a música que pega a gente na madrugada, quando não conseguimos dormir. Ou em qualquer hora do dia. Aquela que te vê desprevenido, chega e causa um sentimento indefinível. São os hits perfeitos tocando na rádio durante a madrugada ou em CD rodando no aparelho de som. Música romântica ou qualquer outra que te faça lembrar de alguém ou de algum lugar. Garanto que todo mundo tem a sua.

Muitas vezes coloco a música como protagonista – e fico de fundo, só no deleite… Esparramado na rede ou no sofá, ou fazendo uma faxina no apartamento. Sim, tem música boa para fazer faxina. Para mim, são as músicas bregas! E penso que a música pode dar respostas e cobrir ausências. Essa é uma tática para inverter a prática de usar a música para passar o tempo e para complementar algo mais importante.

A importância ou fuga passa a ter nome, duração, compositor e intérprete. Usar a música para certas ocasiões é ter um interlocutor que fala bonito, que modula, que faz a gente chorar, ou sair pulando ou gritar. Música para descobrir todo dia e receber com admiração, desprezo, surpresa… Música para falar mal, lembrar, esquecer e ignorar algo ruim na vida.

Escrever sobre, descrever a música é um pecado – ela necessita estar em corpo presente. Uma música pode nos tornar um ser de outro planeta, excêntrico, isolado – é assim que muita gente nos vê/sente por gostar de coisas estranhas, obscuras e passar a imagem de elitista.

Mas em algum momento, naquele dia bacana, você encontra alguém que gosta de uma música que sempre achou que só você e o compositor que a compôs e/ou gravou gostavam. E acontece uma afinidade eletiva. Música é pano de fundo, e tal qual o pano pode cobrir a cena e dar a cor que ela merece.

E claro, não dá para falar de música sem ouvir… A música abaixo foi o pano de fundo do meu domingo… Na hora do almoço. Na cozinha, preparando a comida e junto com a pessoa que mais amo.

Da missa Requiem de Mozart – Lacrimosa – Karl Böhm  e a Sinfônica de Viena

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