A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

janeiro 5, 2015

Lembranças do meu tempo de ginásio – Prof. João Batista Leme, de Rio Claro/SP – 2

É como relembrar um bom filme. Está tudo bem focado. É só procurar lá dentro da memória que as lembranças ressurgem. Ginásio Estadual Profº João Batista Leme. Com certeza a melhor época da minha vida estudantil. Era o inicio da minha adolescência. Da minha casa, na Rua 10-A, nº 608, na Vila Nova, o trajeto era feito de bicicleta e outras vezes a pé. Não havia a menor preocupação com o perigo. Ao chegar no portão de entrada ia sempre a procura de algum amigo que já devia estar aguardando no pátio a hora de entrar para as aulas. O uniforme era composto de calça, camiseta branca de mangas curtas com o brasão da escola e tênis.

Brasão do Batista Leme

Brasão do Batista Leme

Começo a pensar e as lembranças chegam rapidamente. Estive no Batista Leme tempos atrás, para verificar junto a Cris, secretária da escola, sobre minha contagem de tempo de serviço. Nesse dia, andei por lá. E fiquei emocionado. Olhei a escola… Aqueles corredores… As salas de aulas… e me vieram lembranças, boas lembranças, bons momentos que passamos e que vivemos por lá. As lembranças começaram com aqueles corredores imensos, de granilite, sempre bem limpos, das escadas também de granilite com corrimão que fazíamos de escorregador, e que quando a D. Maria, que era inspetora de alunos percebia nossos escorregões fazia soar seu apito! Em nossa época, na entrada de cada sala de aula e no interior delas tinha um mural. Na minha imaginação eu ainda enxergo o mesmo naquele lugar.

Andei pelo pátio externo observando os alunos e enxerguei a nós mesmos. A sala do Prof. Roberto Pensado, das aulas de desenho (ele nos fazia beijar a bandeira do São Paulo Futebol Club quando o time ganhava, lembram?) e as outras permanecem quase iguais. A quadra, eu imaginava maior, e hoje tem outra que é coberta.

Lembranças da ginástica, das apresentações de danças, da montagem cenográfica de algumas peças. Foi muito emocionante e gostoso lembrar disso tudo, ali.

Deu um pouco de tristeza ver as salas de aulas que em sua maioria perderam personalidade, o charme, com seus armários ao longo das janelas.

Me vi andando rápido pelos corredores como gostava de fazer. Quantas lembranças, boas lembranças. Eu dou graças a Deus por ter podido frequentar uma escola que realmente nos preparava para a família, para a comunidade e para o mundo.

Confesso que estou muito emocionado com o que está ressurgindo entre nós e com a criação de nosso grupo no Facebook e no whatsapp. É claro que eu sabia da importância do que havia sido a experiência no Batista Leme para cada um de nós, mas há um clima ainda mais forte do que eu poderia imaginar… Fiquei muito tempo olhando para as fotos capturadas do tempo de nossa formatura e as atuais, que foram tiradas durante o jantar do reencontro que eu não pude participar e é como se estivesse assistindo a um filme (tipo o “Cinema Paradiso”, de 1988 escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore), daqueles que a gente, até contra a vontade, se acaba de chorar! Também confesso que não reconheci a todos nas fotos. Penso que isso pouco importa, porque o que ficou marcado em nós está para além, muito para além de nossas fisionomias, daquele tempo ou dos dias atuais.

Nestes anos de Batista Leme fomos acompanhados por cultos e dedicados professores que a todo instante enriqueciam nossas vidas com ensinamentos acerca da vegetação, do relevo, das formações rochosas, da população, das atividades comerciais e industriais e uma infinidade de informações que até os dias atuais nos servem de apoio. E tudo isso, faziam com o maior respeito, com o maior interesse e carinho, conseguindo alcançar os melhores resultados da relevante missão de educar, de ensinar. Pessoas que se dedicaram verdadeiramente para o Magistério, feito com competência e amor. São pessoas inesquecíveis, especiais em nossas vidas.

Vamos relembrar quem foram eles?

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3 Comentários »

  1. Acabo de me lembrar do hino do Batista Leme!

    João Leme !
    É um nome como tantos
    Mas possui milhões de encantos
    Que eu sempre hei de amar

    Nos momentos mais difíceis
    Nos sorrisos, nas conquistas
    Eu o ponho num altar.

    Em teu convívio
    Eu me sinto um ser tão útil
    Esqueço tudo de fútil
    Também penso em estudar.

    E olhando ao céu eu peço
    Que ilumine o teu progresso
    Que prossiga a brilhar

    Ó meu João
    Você nasceu, você cresceu
    Fez com que o amassem,
    Sorriu, para que todos sorrissem
    Ensinou, para que todos soubessem viver.

    João Leme !
    É a história colorida
    Que penetra em nossa vida
    Para nos iluminar
    Na presença ou na distância
    Na tristeza ou esperança
    Vamos sempre lhe saudar !
    Em teu convívio, carinho e paz vão se alternando
    Muitos risos se encontrando
    Muitos sonhos por sonhar !
    Dentro de você João
    Há muito encontro a ocorrer
    Há muita vida pra se amar!
    (Francisco Lahr)

    Este é o hino da E.E. JOÃO BATISTA LEME, que formou inúmeras gerações e de onde saíram muitos talentos para o Brasil e o mundo.

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    Comentário por Augusto Martini — janeiro 5, 2015 @ 17:18 | Responder

  2. Bom dia professor augusto!!!
    Sou o luiz, fui seu aluno na quinta série em 1995 minha namorada vivian também estudou na mesma sala e sempre recordamos dos professores da quinta série quando estudamos juntos, sempre lembramos de você!

    Saudades dessa época, foi um prazer ter tido um professor de geografia tão inteligente e tão dedicado!

    Um grande abraço!

    Luiz Roberto Cupido Junior

    Curtido por 1 pessoa

    Comentário por Luiz Roberto Cupido Junior — janeiro 8, 2015 @ 11:56 | Responder

    • Luiz,

      Não há palavras que possam, realmente, dar significado à importância disso que você me escreveu. Fiquei emocionado!

      Falo não como mestre que fui/sou e do que muito me orgulho, mas como pessoa que vê o mundo de hoje desabando em violência e desrespeito ao ser humano.

      Como mestre, fico com a certeza de que cumpri o meu papel, dando amor, passando experiências, ensinando, não o caminho, mas como tentar seguir o caminho sem se perder pelas trilhas da vida.

      E escrevo isso sem medo de errar – com a certeza de que fiz da minha tarefa de ensinar, não um trabalho enfadonho, mas um prazer – e de saber que há pessoas como você, Vivian e tantos outros – que chegaram até mim cheias de dúvidas e encontraram, e aprenderam, cresceram com caráter e dignidade.
      Um grande abraço para vocês. Espero um dia poder reencontrá-los.
      Abraços.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — janeiro 8, 2015 @ 12:18 | Responder


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