A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

novembro 13, 2014

Berlim, que caiam os muros!

Hoje quero compartilhar um texto do amigo Augusto Bernardo Cecílio, do Amazonas. Saiu publicado em sua coluna no Em Tempo.
Augusto Bernardo Cecílio - Auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda/AM

Por: Augusto
Bernardo Cecílio
Auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda/AM

“São sempre os pequenos que podem mudar as coisas. Nunca os políticos ou os poderosos. Quem deitou abaixo o Muro de Berlim? O povo nas ruas. Na véspera, os especialistas nem sabiam o que fazer” (Luc Besson)

No dia 9 de novembro o mundo parou para comemorar um dos acontecimentos históricos mais importantes e simbólicos do século passado. A Alemanha deu as mãos, exibindo para o mundo um país unido, com orgulho próprio e capaz de grandes mudanças e realizações.

Foi mais do que uma festa de comemoração dos 25 anos da derrubada do Muro de Berlim, com mais de 3 metros de altura, que dividiu não apenas Berlim e a Alemanha, como também provocou tragédias pessoais, dividiu famílias e pessoas e manteve um dos lados isolado, acorrentado e encarcerado, como uma das heranças da Segunda Guerra Mundial.

O muro começou a ser construído num domingo de agosto de l961 autorizado por Berlim Oriental, num período em que vigorava no mundo dois sistemas ideológicos: Socialismo e Capitalismo, representados pelos Estados Unidos e antiga União Soviética. E a Guerra Fria vigorou entre 1945 e 1991.

O lado soviético cerrou suas fronteiras, proibindo circulação fora dos países da Cortina de Ferro. A falta de liberdade começou a afugentar os alemães do bloco Socialista. Para conter a evasão, foi construído um muro de 150 quilômetros, também conhecido como o Muro da Vergonha.

A cidade de Berlim ficou dividida durante 28 anos, até ele vir abaixo, derrubado pelos alemães dos dois lados. Foi um momento de alegria, de liberdade, de reencontro compartilhado pelo mundo todo. Acabava a Guerra Fria. Passada a euforia, veio o contato com a realidade. Havia um descompasso enorme de tecnologia, de tempo, de comportamento, de hábitos e costumes.

A sociedade alemã oriental descobriu um mundo totalmente diferente. Se no primeiro momento compartilharam a alegria do reencontro, do fim do exílio dentro das próprias fronteiras, não podiam mais se ver como cidadãos de uma mesma nacionalidade. Por sua vez, a Alemanha capitalista também não se reconhecia naquelas pessoas mal vestidas, de aspecto rude, inteiramente presas ao passado.

A celebração da data é importante, porque é a repetição que marca a história e fixa a lição. O 9 de novembro não foi importante apenas para Alemanha ou para a Europa. A Guerra Fria inquietava todas as nações. Até hoje muros ou barreiras de intolerância visíveis ou invisíveis continuam a existir mundo afora, dividindo países, famílias, envolvendo esporte, política, religião e outras práticas humanas.

Nos EUA, os americanos construíram um muro na fronteira com o México; a Arábia Saudita construiu outro na fronteira com o Iraque, isolando os vizinhos pobres; Entre as Coreias, uma imensa barreira impede que alguém saia do regime comunista da Coréia do Norte; na Cisjordânia, um muro de oito metros de altura foi construído pelos israelenses para isolar os palestinos. Mas todos sabem que muros que promovem o isolamento, a pobreza, a humilhação e a segregação não duram para sempre, e que começam a cair no início de suas construções.

augustosefaz@hotmail.com

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