A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 27, 2014

Dicas para conservar suas lembranças… Tecidos

Se você faz parte daquelas pessoas saudosistas, que adoram relembrar o passado e curte cantarolar músicas antigas que marcaram algum momento de sua vida, provavelmente faz parte de um seleto grupo que como eu, guarda objetos relacionados a momentos especiais de seu passado para evocar aqueles instantes felizes. E aquilo que para alguns pode parecer bobeira, e que não passa de “mais um pedaço de papel” ou coisa parecida (pode ser a entrada para um espetáculo da Tina Turner, de uma sessão especial de cinema, o programa de uma ópera em que você teve a companhia de alguém especial ou a flor recebida no início do namoro), para você traz uma carga emocional, tem um valor inesperado.

Mandrião - bem parecido com o meu!

Mandrião – bem parecido com o meu!

Eu, que em minhas veias corre o amor pela História e Geografia, tudo o que hoje parece ordinário para muitos, poderá me parecer extraordinário algum tempo depois e, de certa forma, posso com esses guardados transformar essas pequenas lembranças em algo que valerá a pena redescobrir anos mais tarde e isso irá aumentar o meu bem-estar emocional.

Em casa tenho algumas caixas as quais denominei “Caixas de Pandora”.  Para os desavisados, Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, tirada do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A “caixa” era na verdade um grande jarro dado a Pandora, que continha todos os males do mundo. E Pandora abre o Jarro, deixando escapar todos os males do mundo, menos a “esperança”. Bem, minhas caixas não guardam os males do mundo. Ela guarda as recordações que me são caras. De vez em quando as “revisito” para relembrar um ou outro momento que vivi.

Mas para poder desfrutar destas recordações durante muitos anos, e das sensações positivas que elas me trazem, foi preciso saber guardá-los corretamente. E isso eu aprendi na minha especialização em organização de arquivos que fiz no IEB/USP, e nos anos que trabalhei como Arquivista no Arquivo Público de Rio Claro, entre outros.

O Roskopf Patent, que era do meu bisavô, depois foi de meu avô, depois do meu pai e agora está comigo.

O Roskopf Patent, que era do meu bisavô, depois foi de meu avô, depois do meu pai e agora está comigo.

E a primeira lembrança que tenho guardada com muito carinho é a minha roupa de bebê com a qual fui batizado. Fui batizado com um mandrião! Isso mesmo! O mandrião é uma peça unissex, que pode ser usada tanto por meninas quanto meninos. A diferença é que, normalmente, os modelos das meninas são mais enfeitados, com rendas, laços e os frufrus típicos, enquanto o mandrião dos meninos é mais limpo, possui menos detalhes. George, filho do príncipe William e Kate Middleton, terá registrado na história sua primeira polêmica por conta de seu traje de batismo: o mandrião. Que muitos confundiram com um vestido! Em meu mandrião tinha uma medalha de prata de Santa Rita, a qual guardo com carinho. Está na corrente do relógio de bolso – um Roskopf Patent – que foi de meu bisavô, minha herança preciosa, o qual nunca uso por medo de roubo.

Com apenas três meses de vida George, filho do príncipe William e Kate Middleton, estreia sua primeira polêmica por conta de seu traje de batismo: o mandrião. Sim, a peça que parece um vestido é uma tradicional vestimenta usada em batizados e que faz parte da história da família real britânica desde 1841, quando a rainha Vitória pediu para Janet Sutherland criar o traje para o batizado de sua filha mais velha, também chamada Vitória. Reza a tradição que o mesmo mandrião seja usado por membros da família e o nome de cada criança fique registrado em forma de bordado.

Com apenas três meses de vida George, filho do príncipe William e Kate Middleton, estreia sua primeira polêmica por conta de seu traje de batismo: o mandrião. Sim, a peça que parece um vestido é uma tradicional vestimenta usada em batizados e que faz parte da história da família real britânica desde 1841, quando a rainha Vitória pediu para Janet Sutherland criar o traje para o batizado de sua filha mais velha, também chamada Vitória. Reza a tradição que o mesmo mandrião seja usado por membros da família e o nome de cada criança fique registrado em forma de bordado.

E o meu está lá em casa, guardadinho, da forma como tem que ser –  em um lugar meio escuro e com pouca umidade, pois na conservação da roupa, a luz e a umidade são os dois grandes riscos. Esta última corrói o interior das fibras e destrói a composição celulósica do tecido. O ideal é manter em 40 % de umidade relativa, 50 lux de iluminação, uma temperatura de entre 15 e 18 graus, e que esteja ao abrigo da luz. Com isso, a conservação é perfeita.  Mas é claro que a minha roupinha não está guardada com tantos cuidados. Nem tenho condições para tanto. Mas, o principal é que ela está guardada da melhor forma possível. Outro grande risco aos tecidos pode ser o ataque das traças, mas existe um grande remédio caseiro – colocar perto dos objetos um saquinho de pano com grãos de pimenta-do-reino. Isto espanta as traças. E para evitar a umidade, coloque nos armários folhas de louro. São coisas que todas nossas avós utilizaram de forma natural e funcionam. Sempre evite produtos como inseticidas que contenham agentes químicos. Quanto a como embalar a roupa – nada de sacos plásticos. O envoltório ideal é algodão sem tratamento. É o que faziam nossas avós, que usavam lençóis velhos para proteger os vestidos e a roupa. Também é muito útil para proteger os sapatos de tecido, como os de casamento. Viu, Lilian Paccagnella Belentani?

Num próximo post vou ensinar a como guardar e c0nservar suas lembranças em papel, imagens, vídeos, flores… etc.

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