A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 18, 2014

Sobre o viver e a morte…

“Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.” Ariano Suassuna, escritor.

“A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente”. Joan Didion, escritora e jornalista norte americana.

Minha avó paterna, com 94 anos, estava em seu leito de morte, abriu os olhos e disse: “não quero morrer agora que a vida está tão bonita”. É, a vida é breve e a morte chega sem nos avisar.

vida e morte

O ano de 2014 tem me dado uma ou mais sacudidas a cada semana. Tenho meus 50 anos e a cada dia lembro que já vivi mais da metade de minha vida. Quem já tem mais de 40 anos sabe muito bem o que estou dizendo – nós já temos um passado e o nosso futuro é uma segunda etapa incerta. Uma incógnita!

Hoje percebo que perdi muito tempo na vida com medo de arriscar, medo das coisas não acontecerem como eu queria, medo de me entregar aos sentimentos aos momentos e as pessoas, medo de falar o que penso e muitas vezes sinto. Mas sou assim, faz parte de minha personalidade e acho difícil mudar.

Nós estamos sempre nos escondendo em fantasias ou em máscaras e isso talvez seja uma forma de achar que estamos nos protegendo, mas não! Todas essas coisas só nos impedem de ir em frente e viver tudo aquilo que no fundo tanto desejamos.

E qual o motivo de escrever sobre isso hoje? É que esse ano já perdemos muita gente boa! Além dos meus conhecidos, pais de amigos, antigos vizinhos, professores, etc., perdemos gente importante como: Eduardo Coutinho,  Philip Seymour Hoffman, José Wilker que um dia se deitou para dormir e não acordou… Logo em seguida já não tínhamos mais Gabriel García Márquez, Jair Rodrigues, Alan Resnais, Paco de Lucia, Shirley Temple, Luciano do Valle, Nadine Gordimer, Paulo Goulart, Bellini, James Garner, Rose Marie Muraro, Max Nunes, Plinio de Arruda Sampaio, Lauren Bacall. Em julho, em pouquíssimos dias se foram – Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. A “noite preta” chegou também para Vange Leonel! E, na semana passada se foram Eduardo Campos, Nicolau Sevcenko e Robin Williams.

É, meus caros: Deus não nos livra da morte! Todos nós vamos morrer um dia. Por isso, use bem o seu tempo, viva com suas mãos limpas e o seu coração puro, em paz. Se você conseguir concretizar isso, a perspectiva da morte não lhe trará qualquer temor.

Namaskár!

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9 Comentários »

  1. Muito bom ler sempre as suas palavras.Me ajudam a aumentar meus conceitos.Grande beijo!

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    Comentário por Irany Soares de Araujo — agosto 18, 2014 @ 13:09 | Resposta

  2. Sim e as vezes a vida que não temos medo de levar fica sem sentido, mt bom ler seu texto, que linda e suave falar de sua avó, e eh assim mesmo, a minha me dizia sabe nem lembro que o sou velha, mas quando me olho no espelho que vejo eh envelheci, comigo hoje tá ficando assim tbm, 50 anos mexem mesmo conosco, Tempus Fugit, amei o pensamento de ARiano, boa semana!!

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    Comentário por Ruth — agosto 18, 2014 @ 16:43 | Resposta

    • Boa tarde Ruth! Agradeço sua visita ao blog e belo comentário. Abraços e ótima semana para você também. Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — agosto 18, 2014 @ 16:47 | Resposta

  3. […] Sobre o viver e a morte…. […]

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    Pingback por Sobre o viver e a morte… | Inesagula's Blog — agosto 18, 2014 @ 19:41 | Resposta

  4. Prefiro acreditar que a morte não existe como costumamos imaginá-la. A vida continua de outra forma. Nada acaba de verdade, só a matéria.

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    Comentário por CocarCafeGourmet — agosto 19, 2014 @ 16:54 | Resposta

    • Sim, não acaba… Mas, e enquanto estamos aqui, no corpo físico, é triste ver as pessoas partindo…

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      Comentário por Augusto Martini — agosto 19, 2014 @ 17:42 | Resposta

  5. Boa noite Gu,
    Eu também as vezes paro para pensar e vejo quanto tempo já perdi com medo, de fazer algo que queria muito mas fiquei com receio de arriscar, medo de dizer algo, medo de me expressar, de me abrir, Queria muito ser diferente porque ser assim a gente sofre demais, mais acho difícil a essa altura da vida eu mudar minha personalidade.
    Então, vamos vivendo , enfrentando , e sentindo saudades dos que já se foram , e pensar que um dia vamos também, não morrer, mas viver em outro plano.

    bjusss

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    Comentário por Regiane C. Christofoletti Gouveia — agosto 20, 2014 @ 20:08 | Resposta


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