A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 5, 2014

São Paulo e as invasões dos sem-teto

O centro de São Paulo está se transformando em zona livre do tráfico e do consumo de drogas e com muitas invasões a prédios públicos e privados. Tudo está voltando a ficar como era há umas duas décadas atrás ou até pior – o centro em situação de semi abandono! Fico assustado em ver a ousadia dessa parte da população que luta por moradia digna invadindo imóveis de uma hora para outra. Se eles e os drogados das muitas cracolândias que se espalharam pela cidade merecem salário e moradia de graça – sim, porque muitos dos usuários de drogas da antiga cracolândia moram em quartos alugados pela Prefeitura e Haddad já anunciou que o próximo passo é começar a alugar quartos para viciados também da região do Parque D. Pedro II – por que não oferecem o mesmo tratamento para todo o restante da população? Também quero morar de graça! Deixar de pagar condomínio, IPTU, água, luz…

Editoria de arte da Folhapress

Editoria de arte da Folhapress

Depois de uma série de invasões a terrenos e prédios, o Ministério Público começou a investigar os grupos que promovem essas ocupações irregulares. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, pelo menos 91 propriedades estão ocupadas ilegalmente em São Paulo e até prédios em uso viraram alvo dos invasores. E mais da metade dessas invasões aconteceram esse ano.

Dias atrás, em pleno centro, um grupo de pessoas teve que abandonar um prédio às pressas pouco depois dele ser invadido. E esse número não para de crescer. De um dia para o outro, um grande terreno vazio é ocupado por centenas de barracos. Isso aconteceu em uma área na Zona Leste de São Paulo, em outra área da Zona Sul e acontece também em áreas centrais da cidade. Alguns grupos ficam monitorando os decretos de declaração de interesse social que são publicados no Diário Oficial, para ocupar terrenos e edifícios logo em seguida.

Uma das últimas invasões foi novamente o prédio do antigo Othon Palace Hotel.  E pasmem – bem ao lado da Prefeitura, onde ficam estacionadas diariamente duas viaturas da Polícia Civil.

O problema de moradia em São Paulo parece longe de ser resolvido. A própria prefeitura admite que teria que construir 230 mil novas moradias, mas tem planos pra fazer apenas 55 mil até o final de 2016. Só a lista de espera já tem mais de 130 mil cadastrados.

Tais invasões é desrespeito e falta de cidadania, pois, além de ser um crime, tiram a vez de quem está na fila de espera. A pessoa que se cadastrou, que está aguardando a sua vez, com esse tipo de ocupação, com esse tipo de pressão, acaba sofrendo, passando para o final da fila. Há um fura fila, o que no mínimo é injusto. E muitos desses que invadem são oportunistas – possuem casas próprias e outros bens. Isso está mais que provado por meio de reportagens e depoimentos vistos e ouvidos em TVs e rádios.

A título de esclarecimento – o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) não é formado por pessoas sem teto, assim como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) não é formado por pessoas sem terra. Como disse o Reinaldo Azevedo em um post de seu blog: “os dois movimentos são, deixem-me ver como chamar, empresas de produzir ideologias, de produzir valores. Quando alguém ingressa num desses grupos que se dizem sem-teto, é obrigado a cumprir determinadas tarefas para ganhar pontos e ascender na hierarquia interna. Uma das tarefas, por exemplo, é promover paralisações cidade afora. Outra é invadir prédios públicos, moradias em construção e áreas destinadas à construção de casas populares.

Boa parte desses ditos sem-teto já tem um teto, obtido na marra. Essas invasões têm coordenadores, chefes, que formam o núcleo duro do movimento. Eles é que decidem quem pode e quem não pode permanecer nas áreas invadidas. E qual é o critério? MILITÂNCIA. Para que o sujeito possa ficar nas invasões ilegais, é obrigado a ajudar a promover… novas invasões ilegais. Entenderam?”

E Azevedo completa: “Haddad prometeu uma São Paulo como ninguém havia antes visto. Parece que vai mesmo cumprir a promessa, se é que me entendem”…

Leia também A ameaça vermelha, na Revista Isto É

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1 Comentário »

  1. […] que presencio e que são corriqueiras em edifícios centrais, em estado de abandono. São eles: São Paulo e a invasão dos sem teto, Morar no centro de São Paulo – prédios invadidos e Morar no centro de São Paulo – […]

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    Pingback por Invasões imobiliárias em São Paulo: “como chegamos a ocuparmos estes lugares” | A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini — junho 17, 2015 @ 15:10 | Responder


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