A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 28, 2014

Não existem anjos entre nós: somos todos corruptos! Parte 2

Continuando com o tema do post anterior, não só eu, mas muitos ficam aborrecidos e entediados  com a época das eleições. O que se vê e ouve é muita mentira, muita omissão. Fico pasmo com a cara-de-pau de nossos políticos. Fazem promessas fantásticas, que todos sabemos que não vão ser cumpridas. O passado é apagado como se tivesse sido escrito com giz. Erros? Onde? Ninguém os cometeu, só os adversários.  Dura constatação. Aliados de ontem, digladiando-se. Adversários de anteontem se abraçando. O que o eleitor pode fazer?

eleições

E ainda somos obrigados a ouvir os candidatos que durante a campanha dizem: “Sou a favor da Educação, da honestidade, e contra a corrupção!” Oras… Isso todos deveriam ser, não?

Nos jornais e em todos os meios de comunicações, declarações de personalidades dizendo que o povo não sabe votar. De modo geral, as pessoas – sendo pobres, da classe média ou ricas – votam visando os seus próprios interesses. Por que os comerciantes optam por aqueles que prometem reduzir os impostos? Por que os fazendeiros votam nos candidatos ruralistas? Por que os industriais escolhem os que prometem dar mais incentivos, como isenção de impostos, à indústria?

E tem mais – só podemos votar nos candidatos disponíveis, não há como inventar um candidato. E tem um monte de “coisas” que nos impede de medir a “qualidade” desses candidatos –  enquanto faltar financiamento público de campanha, enquanto o tempo “gratuito” de televisão for determinante, enquanto os marqueteiros tiverem mais valor do que as ideias – mais imperfeitos serão estes candidatos e nossas escolhas.

Sabemos que grande parte do povo brasileiro é antiético e gosta de uma “corrupçãozinha”. Há algum tempo atrás o IBOPE fez uma pesquisa, na qual  fica comprovada a  inclinação do brasileiro para burlar as leis.

Na primeira parte, a pesquisa perguntava se o entrevistado já tinha cometido alguma das transgressões abaixo para conseguir benefícios. 69% disseram sim!

As 13 irregularidades avaliadas

1. Quando tem oportunidade, tenta dar uma “caixinha” ou “gorjeta” para se livrar de uma multa.
2. Sonega impostos.
3. Recebe benefícios do governo, sabendo que não tem direito a eles.
4. Adquire documentos falsos ou falsifica documentos para obter algum tipo de vantagem (exemplo: identidade, carteira de motorista, carteirinha de estudante, diploma etc).
5. Quando tem uma oportunidade, pede mais de um recibo por um mesmo procedimento médico para obter mais reembolso do plano de saúde.
6. Compra produtos que copiam os originais de marcas famosas sabendo que são piratas ou falsificados.
7. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou “gato” de TV a cabo, ou seja, aproveita a instalação do vizinho.
8. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou “gato” de água ou luz.
9. Se tem chance, pega ou consome produtos em padarias, supermercados ou outros estabelecimentos comerciais sem pagar.
10. Apresenta atestados médicos falsos no trabalho ou na escola.
11. Se tem seguro de carro ou de qualquer outro tipo, quando tem uma oportunidade, frauda o seguro.
12. Compra algo sabendo que é roubado.
13. Falsifica atestado de saúde ou apresenta atestado de saúde falsificado para conseguir aposentadoria precoce.

Na segunda parte, quando perguntados se cometeriam algum dos atos de corrupção política abaixo, 75% dos entrevistados responderam afirmativamente.

Os 13 atos de corrupção política analisados

1. Escolher familiares ou pessoas conhecidas para cargos de confiança.
2. Mudar de partido em troca de dinheiro ou cargo/emprego para familiares/pessoas conhecidas.
3. Contratar, sem licitação, empresas de familiares para prestação de serviços públicos.
4. Pagar despesas pessoais não autorizadas (como compras no cartão de crédito ou combustível) com dinheiro público.
5. Aproveitar viagens oficiais para lazer próprio e de familiares.
6. Desviar recursos das áreas de saúde e educação para utilizar em outras áreas.
7. Aceitar gratificações ou comissões para escolher uma empresa que prestará serviços ou venderá produtos ao governo.
8. Usar “caixa 2″ em campanhas eleitorais.
9. Superfaturar obras públicas e desviar o dinheiro para a campanha eleitoral do político.
10. Superfaturar obras públicas e desviar o dinheiro para o patrimônio pessoal/familiar do político.
11. Deputado ou Senador receber dinheiro de empresas privadas para fazer e/ou aprovar leis que as beneficiem.
12. O político contratar “funcionários fantasmas”, ou seja, pessoas que recebem salários do poder público sem trabalhar e ele ficar com esse dinheiro.
13. Trocar o voto a favor do governo por um cargo para familiar ou amigo.

Viram? E o que podemos tirar disso tudo? Que um povo corrupto é representado por políticos corrupto! Os brasileiros sabem escolher!

E você, se considera um (uma) corrupto(a)?

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2 Comentários »

  1. o problema não é votar visando os próprios interesses, o problema são os interesses que precisariam ser transformados, educados, polidos, voltados para o bem.

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    Comentário por vera helena — maio 28, 2014 @ 9:59 | Responder


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