A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 8, 2014

Eles desistiram da civilização para viver na natureza!

Tenho um primo, o José Carlos Duarte da Silva, que há anos está correndo atrás de um sonho – comprou um terreno na Serra da Canastra/MG e está construindo o “Recanto das Siriemas”, um pequeno complexo de pousadas. Viverá lá assim que aposentar e administrará o lugar. O lugar é lindo, com água cristalina, muito verde e ar puro.

Nós, que vivemos nos grandes centros urbanos, em certos momentos pensamos em largar tudo e sumir, não é mesmo?  Dias atrás li em algum lugar a estória de um casal que fez isso. Vinham planejando há algum tempo e em meados de 2013 deram o passo para a liberdade! Manu, Hugo e os filhos Tomé e Nina, que na época ainda estava na barriga da mãe, venderam suas coisas e partiram deixando um aviso: “A nossa escolha nada mais é por viver uma vida larga, não apenas uma vida longa”.

Manu, Hugo e os filhos Tomé e Nina, na Chapada Diamantina (BA), onde vivem

Manu, Hugo e os filhos Tomé e Nina, na Chapada Diamantina (BA), onde vivem

A família trocou a vida confortável que tinham na cidade de Lagoa Santa (MG) e foi morar na maravilhosa Chapada Diamantina (BA). Entre altos e baixos, Manu relata nos posts do blog  Notas Sobre uma Escolha como está sendo viver no campo, onde já produzem seus alimentos em uma horta orgânica. O motivo principal da mudança Manu explica no primeiro texto do blog: queriam deixar os filhos mais próximos da natureza, do que é da terra. “Sentimos que eles (e todos os outros que virão vida afora!) são crianças de espírito livre, cheios de luz e consciência. Obrigá-los a crescer na cidade, enjaulados em apartamentos, moldados pelo consumismo social e submetidos à uma educação tradicional nada inteligente seria, de alguma forma, negar toda a essência desses dois serzinhos”.

O casal quer ter a consciência do que é realmente necessário para se viver, sem todos os confortos da cidade grande, o que em princípio parece ser um grande desafio. Mas lendo os textos do blog, a vida que estão levando não parece tão ruim assim. Galinhas que fogem, uma cabra que morreu depois de ser picada por uma cobra, insetos que atacam a plantação, a falta de luz, entre outros, além da saudade dos familiares.

A ideia de ser autossustentável e de viver da permacultura e do DIY (Do It Yourself) nada tem a ver com a nossa realidade urbana. O lado bom de viver assim é ter a vida ao ar livre, sem as violências da cidade grande, a comida que vem de hortas verdes e saudáveis, ter sempre frutas frescas e saborosas, água pura e cristalina e energia solar.

Confira fotos da família no Instagram

Link para o álbum de memórias da infãncia do Tomé

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4 Comentários »

  1. OLÁ, TURMA ABENÇOADA POR DEUS. É ISSO QUE DEVÍAMOS FAZER, MAS MUITAS VEZES AS PESSOAS FAZEM O INVERSO, PENSAM QUE VINDO PARA AS GRANDES CIDADES VÃO TER UMA BOA VIDA, OH, QUANTA DECEPÇÃO TÊM QUANDO CHEGAM AQUI. A HISTÓRIA DE VOCÊS É MARAVILHOSA.
    SUCESSO MUITA PAZ E ALEGRIAS INFINDAS. TENHO UMA INVEJA SAUDÁVEL E SANTA DE VOCÊS.

    BEIJOS.

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    Comentário por Elisabete Bernardino — abril 8, 2014 @ 21:01 | Responder

  2. Nossa acho fantástico, adoraria viver assim, mas a minha idade já não permite, preciso estar mais perto do conforto médico, muitas felicidades prá vcs, e curtam bastante esse novo tempo na vida de vcs!!! abraços.

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    Comentário por Zidalva Mirandola Lázaro — abril 22, 2014 @ 18:13 | Responder


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