A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 18, 2014

Osho Neo Tarô – carta Amor – Lembre-se de não armazenar seu amor, de não ser calculista!

A exigência básica do amor é: “Eu aceito a outra pessoa como ela é”  – e o amor nunca tenta mudar a pessoa em função da própria idéia que se tem do outro. Você não tenta cortar a pessoa aqui e ali e deixá-la do tamanho certo – o que tem sido feito em todos os lugares no mundo inteiro…Se você ama, não existem condições. Se você ama, então impor condições não é o caso. Você o ama como ele é. Se você não o ama então também não há problema. Ele não é ninguém para você; impor condições não é o caso. Ele pode fazer tudo que quiser fazer.Se o ciúme desaparece e o amor permanece, então você tem algo sólido em sua vida, o qual vale a pena possuir.

Quando você está compartilhando seu contentamento, você não cria uma prisão para ninguém, você simplesmente dá. Você nem mesmo espera gratidão ou agradecimento, porque você está dando não para conseguir alguma coisa, nem mesmo gratidão. Você está dando porque está tão repleto … você precisa dar. Assim, se alguém está grato, é você quem está grato à pessoa que ACEITOU seu amor, que aceitou seu PRESENTE. Ela o aliviou, permitiu a você que a banhasse. E quanto mais você compartilha e mais você dá, MAIS VOCÊ TEM.

Então isso não o torna um avarento, não cria um novo medo, o de que “eu posso perder isso”. Na realidade, quanto mais você o perde, mais águas frescas fluem, vindas de nascentes sobre as quais você não estava consciente anteriormente.

Se a existência toda é una e se a existência toma conta das árvores, dos animais, das montanhas, dos oceanos – desde a menor folhinha de grama até a maior estrela – então ela também toma conta de você.

Porque ser possessivo? A possessividade mostra simplesmente uma coisa – que você não consegue confiar na existência. Você tem que conseguir uma segurança pessoal separada, uma proteção pessoal separada. Você não pode confiar na existência. A não possessividade é basicamente confiança na existência.

Não há necessidade de possuir, porque o todo já é nosso.

Dar amor é a linda e verdadeira experiência, porque com ela você é um mestre de si mesmo. Receber amor é uma experiência muito pequena, é a experiência de um mendigo.

Não seja um mendigo, pelo menos tratando-se de amor, seja um imperador, porque o amor é uma qualidade inesgotável em você. Você pode dar tanto quanto quiser. Não tenha preocupação que ele esgotará. O amor não é uma quantidade, mas uma qualidade e qualidade de um certa categoria que cresce ao se dar e morre se você a segura. Seja realmente esbanjador!!

Não se importe para quem. Esta é na verdade a idéia de uma mente mesquinha: Eu darei amor a determinadas pessoas que tenham determinadas qualidades … Você não entende que tem em abundância, que é uma nuvem de chuva. A nuvem de chuva não se importa onde chove – nas pedras, nos jardins, nos oceanos – não importa. Ela quer descarregar-se e essa descarga é um tremendo alívio.

Assim o primeiro segredo é: não peça amor. Não espere, pensando que você dará se alguém lhe pedir – Dê!!

Tudo passa, mas você permanece – você é a realidade!

Carta 49 – AMOR
49
Lembre-se de não de armazenar seu amor, de não ser calculista. Não seja mesquinho. Assim você perderá tudo. Ao contrário, permita que seu amor floresça, e compartilhar-o, oferaça-o, permita que ele cresça.
Um grande rei tinha três filhos, e queria escolher um deles para ser seu herdeiro. Mas isso era muito difícil, porque os três eram muito inteligentes, muito corajosos. E eram trigêmeos, tendo então a mesma idade, assim não havia maneira de decidir. Então ele perguntou a um grande sábio, e o sábio deu uma idéia. O rei foi para casa e chamou os três filhos. E a cada um deu uma sacola com sementes de flores, e os avisou que estava indo à uma peregrinação religiosa:
“Levará alguns anos; um, dois, três, talvez mais. E isso é uma espécie de teste para vocês. Terão que me devolver estas sementes quando eu voltar. E aquele que as proteger melhor será meu herdeiro.” 
E partiu para a peregrinação. O primeiro filho pensou:
“O que devo fazer com estas sementes?”
Ele trancou-as num cofre de ferro – porque quando o pai voltasse, teria que devolve-las como eram.
O segundo filho pensou:
“Se eu as trancar como meu irmão fez, elas morrerão. E uma semente morta não é mais uma semente.”
Então foi ao mercado, vendeu as sementes e guardou o dinheiro. E pensou:
“Quando meu pai voltar, irei ao mercado, comprarei novas sementes e devolverei a ele sementes melhores que as primeiras”.
 Mas o terceiro foi ao jardim e jogou as sementes por todo o lugar. Após três anos, quando o pai voltou, o primeiro filho abriu seu cofre. As sementes estavam mortas, cheirando mal. E o pai disse:
“O que? São as sementes que lhe dei? Elas tinham a possibilidade de desabrochar em flores e exalar um maravilhoso perfume – e essas sementes estão cheirando mal! Essas não são minhas sementes!”
O filho insistiu que eram as mesmas sementes, e o pai disse: “Você é um materialista.”
O segundo filho correu ao mercado, comprou sementes, voltou para casa e as apresentou a seu pai. O pai disse:
“Mas essas não são as mesmas. Sua idéia foi melhor que a do primeiro, mas você ainda não é tão capaz como gostaria que fosse. Voce é um psicólogo”.
Ele foi ao terceiro – com grande esperança e também com medo:
– “O que será que ele fez?” E o terceiro filho o levou ao jardim, e havia milhares de plantas florescendo, milhares de flores a toda volta.
E o filho disse:
“Estas são as sementes que você me deu. Logo que estiveram no ponto, colherei as sementes e as devolverei a você.”
O pai disse: “Você é meu herdeiro. Esta é a maneira de se agir com as sementes”.
O avarento não compreenderá a vida, e a mente calculista também a perderá. Apenas uma mente criativa pode compreendê-la. Esta é a beleza das flores – elas não podem ser armazenadas. Elas representam Deus, e Deus não pode ser armazenado. Não é por acaso que a flor tem sido um símbolo do amor, através dos tempos, em todos os países, para todo tipo de sociedade. O amor é uma flor – quando começa florescer em você, você precisa compartilhá-lo, você precisa oferecê-lo. E quanto mais você dá, mais o amor cresce. Se continuar dando, um dia virá em que se tornará uma constante e infinita fonte de amor.
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