A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 23, 2013

Minha infância nos anos 60 e 70 – saudades dos amigos…

Nasci em Rio Claro, onde morei até doze anos atrás. A coisa boa de nascer e viver na mesma localidade é o estabelecimento de amizades de grande duração. Atualmente, com as mudanças da sociedade, este tipo de experiência está cada vez mais difícil. As crianças de nossos dias na maioria das vezes estabelecem relacionamentos somente no ambiente escolar e nada mais. As casas estão cada vez mais isoladas, os novos condomínios isolam os moradores, os quais raramente conhecem um ao outro e compartilham muito pouco suas vidas.

Na vizinhança onde fui criado era tudo muito diferente da realidade atual. Os vizinhos eram habitantes antigos do lugar, todos criaram seus filhos naquela comunidade e todos conheciam uns aos outros.

Uma homenagem ao meu primeiro e grande amigo – José Ronaldo Klain (as fotos abaixo foram cedidas por Sandra Terezinha Klain Cristofoletti, irmã do Ronaldo)

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No Rio Claro de minha infância havia uma cumplicidade entre os vizinhos. Uns cuidavam dos filhos dos outros, das casas dos outros, das roupas no varal dos outros, sempre que fosse preciso. Todos se conheciam pelo nome e pela história da família.  O Sr. Antonio não era só o “fulano de tal”. Era o Sr. Antonio Martini, filho da D. Virgínia e do Sr. Primo, casado com a D. Maria Angela Graciolli e amigos dos Pizzirani que eram os proprietários da venda da esquina.  (more…)

A deliciosa simplicidade da infância narrada por uma de minhas irmãs – Tereza – Parte 8

COMO DIZIA MINHA AVÓ: PIANO, PIANO, SE VÁ LONTANO… Parte 8

…. continuação

Lembro também dos aniversários do meu avô: ele nasceu no dia primeiro do ano, por isso o nome “Primo Martini” – meus bisavós eram Italianos e “Primo” na língua da terra deles quer dizer “primeiro”. E por ser o ano novo tinha sempre festa lá no sítio. Festa que já começava uns dois dias antes, para a preparação: matavam leitoas e vários frangos. Deixavam toda a carne temperada e pronta para assar.

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Meu avô, João Graciolli (Graziolli), com a única foto que temos de nossa bisavó por parte de mãe.

A Tia Leonor fazia pães e roscas doces. Meu avô comprava vários garrafões de vinho e refrigerantes para a criançada, que eram muitas. No 01 de janeiro, pela manhã e no primeiro ônibus que vinha da cidade chegavam meus pais, a tia Isa com o tio Zé e as meninas (Maria Bernadete e Maria Inês). A tia Eva e o tio Humberto, que também tinham as crianças pequenas e moravam no sitio do pai do meu tio também chegavam cedo. Da casa da minha avó dava para ver a casa deles, que ficava um pouco longe porque tinha que dar a volta pela estrada. (more…)

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