A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 25, 2013

Flor de abóbora frita

No post anterior falei das flores de abóboras fritas. E, mal acabei de postar, duas leitoras já me pediam a receita.

Essa é uma receita que veio do tempo de minha bisavó, que passou para minha avó e depois para minha mãe. É isso mesmo que você leu –  minha mãe contava que quando criança sua avó costumava colher as flores das ramas de abóboras, as quais empanava delicadamente, depois fritava e deixava escorrer em papel.

Isso para mim tem gosto de infância! Faz tempo que não como essa iguaria tão especial de uma época já um pouco distante.

Vou procurá-las nas feiras livres de São Paulo, mas, não acho que será fácil encontrá-las.

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 A receita abaixo eu peguei do livro Mil Dias na Toscana, de Marlena De Blasi, o qual li faz pouco tempo. Logo no primeiro capítulo é descrita uma cena fabulosa na Toscana – uma cozinha rústica e cheia de mulheres cozinhando as flores de abobrinha.  Ao final do capítulo Marlena descreve a receita, que é bem parecida com a que minha mãe fazia. Desde então, essas delicadas flores não me saem da cabeça, por isso,  se alguém souber onde encontrar flores de abóbora, me diga! Ou então obrigatoriamente terei que ir até a Toscana para come-las!  (more…)

Mais algumas lembranças de minha infância e de minha vida… parte 10

“Pegue a viola, e a sanfona que eu tocava
Deixe um bule de café em cima do fogão
Fogão de lenha, e uma rede na varanda
Arrume tudo mãe querida, que seu filho vai voltar”

A Simone Schimdt, amiga que ainda não conheço pessoalmente e leitora do blog, postou um comentário em um desses meus devaneios de infância pedindo para que escrevesse algo sobre a comida feita no fogão a lenha.

Minha mãe fazia todas as nossas comidas no fogão a lenha. Tínhamos fogão a gás, mas este era pouco usado. O ritual diário era o seguinte. Meu pai acordava cedo, lá pelas 5 da manhã, para ir trabalhar na PREMA, uma firma de Rio Claro/SP que fabricava tintas e fazia a preservação de madeiras de eucalipto em auto clave. Tendo geada ou não, com o orvalho ainda cobrindo as plantas, ele ia direto para a cozinha acender o fogo. A lenha, para não pegar umidade, era guardada em uma caixa atrás ou ao lado do fogão. Quando tinha muita lenha e o tempo era de chuva, uma boa quantidade dela ficava empilhada em um canto do rancho aberto que tínhamos logo após a cozinha. Não havia risco de incêndio. Quando a cozinha estava aquecida já era hora de eu e minhas irmãs acordarmos. Normalmente deixávamos sapatos e meias perto do fogão para aquecê-los. A essa altura, minha mãe já havia preparado nosso café no fogão. Algumas vezes sobre a chapa estavam pedaços do queijo que havia vindo do sítio de minha avó. Exalava um cheiro delicioso. Sempre tínhamos o chá mate, o café, o leite quentinho… Aquecidos por dentro e por fora, saímos para enfrentar o vento gelado da manhã em direção à escola.

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Depois que saíamos minha mãe iniciava o preparo do almoço. As panelas com arroz, feijão, carne, batata e outras iguarias cobriam a chapa do fogão. Meu pai, por precaução, comprou um pedaço de chapa de inox, dobrou as pontas e estava ficava sobre a chapa do fogão, deixando as panelas um pouco acima da chapa. A comida pronta ficava quentinha o dia todo e sem queimar, pois, depois do almoço a chama diminuía, mas nunca era apagada.  (more…)

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