A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

junho 29, 2013

Mel, abelhas e extermínio

Você gosta de mel e o consome regularmente? Eu, desde muito criança sempre consumo muito mel. Minhas irmãs e uma prima que morava conosco, quando jovens, trabalhavam num apiário. Sempre tínhamos mel em casa – em natura, com própolis, com geleia real…

O melhor remédio para tosse é o mel, mel puro e de qualidade. Não confundam com “mel de mentirinha”, totalmente pasteurizado e desnaturado, ou ainda pior, o xarope de milho que tem cara de mel, vendido em muito supermercado por aí… Quanto mais artesanal e menos processado for o mel, melhor será o seu poder terapêutico. Tenho um tio – Pedro Cirilo Martini –  mora em Rio Claro e  aniversaria hoje, que é apicultor “familiar”. Tem algumas colmeias e o mel que extrai e nos fornece é puro e saudável, pois, suas “produtoras” estão em locais com floradas que não fazem uso de agrotóxico e pesticidas.

Mel

O mel não aquecido acima de 47 graus Celcius é rico em amilases, enzima que digere carboidratos, assim como todos os nutrientes encontrados no pólen das plantas. A presença desta enzima faz com que o mel seja o adoçante ideal para mingaus e torradas, já que a amilase colabora com a digestão de grãos.

Ao usar o mel para o seu café da manhã, adicione-o à sua refeição somente depois de retirar a panela do fogo e aguardar alguns minutos. Sempre que for usar o mel para adoçar sobremesas, tenha o cuidado de não aquecê-lo. Ele é ideal para o preparo de sobremesas que não vão ao fogo (sorvetes, por exemplo).

Segundo minhas leituras, o mel não deve ser oferecido para crianças de até 2 anos de idade. Seu sistema digestivo não é amadurecido o suficiente até esta idade para lidar com eventuais contaminações.

E por falar em mel e abelhas, você sabia que elas são responsáveis por um terço de tudo o que comemos, mas que estão sendo exterminadas em várias partes do mundo, inclusive aqui, pois estão sendo abatidas por nuvens de agrotóxicos?

Alguns amigos do meu tio, que também vivem no interior de São Paulo, relatam que perderam todas as suas colmeias. Um grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou que cerca de 10 a 20 mil colmeias sumiram no Estado de São Paulo entre 2008 e 2010. No restante do Brasil, acredita-se que as perdas de colmeias sejam em torno de 20% ao ano.

E isso não é só um problema nosso. Nos Estados Unidos 31% das colmeias desapareceram no último inverno.  Batizaram o fenômeno de distúrbio do colapso das colônias. Os pesticidas chegam as abelhas de duas formas: diretamente pelo ar, o que as mata instantaneamente, ou pela contaminação das flores, o que atinge o sistema nervoso delas e as desorienta, a ponto de morrerem sem encontrar o caminho de volta à colmeia.

Se interessou pelo assunto? Leia mais aqui, nessa reportagem da Revista Isto É.

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