A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 1, 2013

Síndrome de Down não é limitador para portador que queira trabalhar!

No dia 21 de março foi comemorado o Dia Mundial da Síndrome de Down. A grande maioria deles têm vida normal e muitos estão inseridos no mercado de trabalho. Abaixo, um pequeno histórico sobre a síndrome e uma excelente reportagem sobre a Débora Seabra, uma vencedora. Ela é a primeira professora Down do País.

Síndrome de Down – Histórico

Em 1866, John Langdon Down notou que havia nítidas semelhanças fisionômicas entre certas crianças com atraso mental. Utilizou-se o termo “mongolismo” para descrever a sua aparência. Segundo o Dr. John, os mongois eram considerados seres inferiores.

O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), dispondo em pares, somando 23 pares. Em 1958, o geneticista Jérôme Lejeune verificou que no caso da Síndrome de Down há um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos e este cromossomo a mais se ligava ao par 21. Então surgiu o termo Trissomia do 21 que é o resultado da não disjunção primária, que pode ocorrer em ambas as divisões meióticas e em ambos os pais. O processo que ocorre na célula é identificado por um não pareamento dos cromossomos de forma apropriadas para os pólos na fase denominada anáfase, por isso um dos gametas receberá dois cromossomos 21 e o outro nenhum. 

Como forma de homenagear o Dr. John, o Dr. Jérôme batizou a anomalia com o nome de Síndrome de Down.

Registros Antropológicos mostram que o caso mais antigo da Síndrome de Down data do século VII, um crânio saxônico apresentando modificações estruturais vistas com freqüência em crianças com Síndrome de Down. Algumas pessoas acreditam que a Síndrome de Down tenha sido representada no passado em esculturas e pictografias. Os traços faciais de estatuetas esculpidas pela cultura Olmec há quase 3.000 anos foram considerados semelhantes aos de pessoas com Síndrome de Down. Nenhum relatório bem documentado sobre pessoas com Síndrome de Down foi publicado antes do século XIX.

O Dr. Dráuzio Varella, em seu site,  faz algumas recomendações:

* A notícia de que uma criança nasceu com síndrome de Down causa enorme impacto nos pais e na família. Todos precisam de tempo para aceitá-la do jeito que é, e adaptar-se às suas necessidades especiais;

* A estimulação precoce desde o nascimento é a forma mais eficaz de promover o desenvolvimento dos potenciais da criança com síndrome de Down.  Empenhe-se nessa tarefa, mas procure levar a vida normalmente. Como todas as outras, essa criança precisa fundamentalmente de carinho, alimentação adequada, cuidados com a saúde e um ambiente acolhedor;

* O ideal é que essas crianças sejam matriculadas em escolas regulares, onde possam desenvolver suas potencialidades, respeitando os limites que a síndrome impõe, e interagir com os colegas e professores. Em certos casos, porém, o melhor é frequentar escolas especializadas, que lhes proporcionem outro tipo de acompanhamento;

* O preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da síndrome. O fato de apresentarem características físicas típicas e algum comprometimento intelectual não significa que tenham menos direitos e necessidades. Cada vez mais, pais, profissionais da saúde e educadores têm lutado contra todas as restrições impostas a essas crianças.

Da revista Isto É

|  N° Edição:  2262 |  22.Mar.13 – 21:00

A professora é Down

Débora Seabra venceu preconceitos, alfabetiza crianças e é um exemplo de como a inclusão de pessoas com deficiência é possível

Mariana Brugger

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VITÓRIA
Débora Seabra e seus alunos: ela é a primeira professora Down do País

Débora Seabra tem 31 anos e é professora de uma turma de alfabetização com 28 crianças de 6 e 7 anos na Escola Doméstica, instituição de ensino particular, em Natal (RN), onde nasceu. Ela é muito querida pelos alunos e pais. Seria uma situação comum se Débora não tivesse síndrome de Down. Na guerra pela inclusão travada diariamente por familiares e por portadores da síndrome, Débora é uma vitoriosa. Ela é a primeira professora, formada em nível médio, nesta condição no País.

A professora potiguar é o resultado de uma nova postura no trato de pessoas com Down: incluir e capacitar, em vez de esconder. Cerca de 25 jovens estão no mesmo caminho — entre os que estão na faculdade e os que já se formaram. Outros 50 ingressam em cursos profissionalizantes a cada ano. “No Brasil atual, a pessoa que tem Down encontra portas abertas na cultura, nos esportes e em diversos setores”, diz Débora Mascarenhas, psicóloga do Movimento Down. “É uma grande conquista para nós.” Mas nem tudo são flores.

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Segundo a atual legislação, pessoas com deficiência podem participar dos sistemas de cotas, tanto para ingressar em universidades quanto para trabalhar. Empresas com mais de 100 empregados são obrigadas a destinar entre 2% e 5% das vagas a funcionários com esse perfil. Mas a mesma lei determina que quem tem deficiência intelectual e recebe pensão perca este direito ao começar a trabalhar. É uma situação de insegurança porque os portadores de síndrome de Down têm a saúde mais frágil – metade tem problemas cardíacos. O ex-jogador de futebol e atual deputado federal Romário (PSB-RJ), pai de uma criança com a síndrome, luta para ampliar os direitos de quem tem Down.

São atitudes como a da escola potiguar, porém, que dão uma colaboração gigantesca na luta contra o preconceito, pois desde cedo as crianças aprendem a conviver com a diversidade. Um aluno, por exemplo, perguntou a Débora por que ela falava “engraçado” e ela explicou que é um pouco diferente dos demais. “A gente conversa muito sobre inclusão nas aulas. A síndrome de Down é apenas uma característica minha, nada mais. Sei que minha história é um exemplo para eles”, afirma ela. Segundo a diretora Ângela Guerra Fonseca, um pai só descobriu que a professora é Down numa reunião ao conhecê-la. Mas não quis tirar o filho da escola porque, para o garoto, ela era apenas mais uma professora. “Débora já faz parte do nosso ambiente e aqui ninguém a vê como diferente, nem pais nem alunos”, afirma Ângela. 

4 Comentários »

  1. Muito bom o artigo! Informações deste tipo têm que ser bem divulgadas para que o preconceito contra estas pessoas desapareça!

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    Comentário por marlucia pontes gomes de jesus — abril 1, 2013 @ 20:17 | Responder

  2. Incrivel… o poder de não desistir da vida e de vencer, cravados no íntimo de cada um deles… sinto orgulho em vê-los avançando e vencendo….. e parabéns, Augusto, pela bela homenagem / matéria. Valeu! Bjs…

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    Comentário por Ivana — abril 3, 2013 @ 11:17 | Responder


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