A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 22, 2013

Osho Neo -Tarô – Carta Discipulado – Permita que toda situação em sua vida lhe traga um ensinamento!

Não há situação que não contenha uma lição, nenhuma situação. Todas as situações possuem um potencial, mas você precisa 
descobrir qual é; este pode não ser aparente na superfície. 
Você precisará estar atento, deverá examinar todos os aspectos da situação.

Já ouvi muitas vezes essa frase: “quando o discípulo está pronto o mestre aparece”.

Quando penso nesse ditado não me prendo somente à relação – mestre x discípulo, mas sim, a algumas situações que acontecem em nossas vidas. Geralmente quando algumas coisas acontecem e nos fazem parar e pensar: e agora, o que devo fazer, para onde vou, o que vai acontecer? Ou seja, quando grandes desafios aparecem em nosso caminho e apesar de parecerem difíceis ou até mesmo impossíveis, algo dentro de nós nos impulsiona para frente, ao seu encontro. Para mim, é sobre isso que esse ditado chinês fala.
Carta 8 - Discipulado

Carta 8 – Discipulado

Se nós estamos prontos (mesmo sem ter a consciência disso), então a hora da mudança aparece. Enquanto não estamos prontos, fortes ou dispostos, tudo continua seguindo a mesma monotonia do dia a dia, até que alguma coisa acontece e nos dá a opção ou nos obriga a sairmos da acomodação, da nossa zona de conforto e nos coloca diante de novos desafios.
Uma coisa é certa – faça da sua vontade o maior estímulo para vencer! Mas, isso não é tudo! A sua vontade é o início de tudo, mas será a coragem que te levará a diante! Tenha coragem de ir além, de ir atrás, de conseguir o que realmente deseja.  Acredite naquilo que parece ser impossível e na sua vitória – e a vitória também acreditará em você!
Vá em frente e verá o resultado! Boa sorte!
E, para pensar um pouco mais sobre isso, segue a interpretação da carta nº 8 – Discipulado, do Osho Neo – Tarô.

 DISCIPULADO

Permita que toda situação em sua vida lhe traga um ensinamento.

Quando o grande místico sufi Hasan estava morrendo, alguém lhe perguntou: “Hasan, quem foi seu mestre?”

Ele respondeu: “Tive milhares de Mestres. Se apenas enumerasse seus nomes, precisaria de meses, anos, e agora é tarde demais. Mais certamente vou contar-lhe sobre três Mestres”.

“Um deles foi um ladrão. Uma vez me perdi no deserto, e quando cheguei a uma aldeia já era muito tarde, tudo estava fechado. Mas finalmente encontrei um homem, que estava tentando fazer um buraco na parede da casa. Perguntei a ele onde poderia ficar e ele respondeu: A esta hora da noite será difícil, mas pode ficar comigo – se for capaz de ficar com um ladrão! ‟

“E o homem era tão belo – fiquei por um mês”! E toda noite ele dizia: “Agora vou para meu trabalho. Você descanse, reze‟. E quando ele voltava lhe perguntava: “Conseguiu alguma coisa? E ele dizia: “Esta noite não. Mas amanhã tentarei novamente, e se Deus quiser… Ele nunca perdia a esperança, e estava sempre de bom humor”.

“Quando eu meditava e meditava por anos a fio, e nada me acontecia, muitas vezes havia momentos em que ficava tão desesperado, tão sem esperanças, que pensava em parar com toda aquela bobagem”. E de repente me lembrava do ladrão que toda noite dizia: “Se Deus quiser, amanhã vai acontecer”. 

“E meu segundo Mestre foi um cachorro. Eu estava indo a um rio, sedento, e um cachorro apareceu. Ele também estava com sede. Olhou para o rio, e lá viu outro cachorro – sua própria imagem – e ficou com medo. Ele latia, afastava-se correndo, mas sua sede era tamanha que acabava voltando. Finalmente, apesar do medo, simplesmente pulou na água, e a imagem desapareceu. E eu sabia que aquela era uma mensagem de Deus para mim: devemos dar o salto, apesar de todos nossos medos”.

“E o terceiro mestre foi uma pequena criança. Cheguei numa cidade, e uma criança estava carregando uma vela acesa. Ela se dirigia a mesquita para lá colocar a vela”.

“Apenas de brincadeira, perguntei ao menino: “Você mesmo acendeu a vela”? Ele respondeu: “Sim senhor. ‟E continuei: “Houve um momento em que a vela esteve apagada, depois houve um momento em que se acendeu. Você pode me mostrar à fonte da qual a luz veio?”

E o menino riu, assoprou a vela, e disse: “Agora você viu a luz se indo”. Para onde ela foi? Diga-me! ‟

Meu ego ficou despedaçado, todo meu conhecimento ficou despedaçado. E nesse momento senti minha própria estupidez. Desde então abandonei toda a minha erudição.

É verdade que não tive Mestre. Mas isso não significa que não fui discípulo – aceitei toda a existência como minha mestra. Meu discipulado foi um envolvimento maior que o seu. Confiei nas nuvens, nas árvores… Confiei na própria existência. Não tive Mestre porque tive Milhares de Mestres aprendi em todas as fontes possíveis.

Ser discípulo é uma necessidade absoluta no caminho. O que significa ser discípulo? Significa ser capaz de aprender, estar disposto a aprender, ser vulnerável a existência. Com um Mestre você começa aprendendo a aprender… E muito lentamente fica harmonioso, e muito lentamente vê que, da mesma maneira, é possível harmonizar-se com toda a existência.

O Mestre é uma piscina onde você pode aprender a nadar. Uma vez que tenha aprendido, todos oceanos são seus.

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