A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 31, 2012

A corrupção é um mal social?

Muitas vezes ouvimos falar de corrupção e a grande maioria das pessoas pensa que é algo que só acontece na política. Mas, se analisarmos o conceito de corrupção, podemos perceber que ela está presente em nossa vida diária, em nosso meio ambiente e até nós mesmos podemos receber a chancela de “corruptos”, muitas vezes sem perceber. A corrupção mina a dignidade de uma pessoa, grupo ou nação. Exemplos disso são as mentiras, falsidades, subornos, etc. Como podemos ver a corrupção não está tão longe de nossas vidas diárias. É algo que até pessoas próximas a nós usam para alcançar objetivos e metas. E isso só cresce a cada dia.

É incrível perceber o quão difícil é mudar este modo de vida cheio de corrupção em nossa política, em que todo mundo está envolvido. É como uma máfia que está crescendo e ganhando força.

Sempre olhamos a corrupção como algo que afeta o mundo, a economia, mas o que acontece com as pessoas? Por acaso não pertencem ao mundo? Podemos evitar essa doença que afeta a sociedade a cada dia mais? Há uma solução? 

A corrupção faz parte da vida dos homens desde tempos imemoriais. É só pesquisar um pouquinho. Ela esteve presente e está em todo o período histórico.

Alguns tipos de corrupção em grande escala são:

  • Corrupção de menores (pedofilia, abuso sexual, tráfico, etc.)
  • Corrupção de mulheres (violência, prostituição, abuso sexual, etc.)
  • Corrupção na política (pessoas que compram, abusam de sua influência e cargo, etc.)

Mas, como preveni-la? Pode parecer uma pergunta difícil de responder, e ainda sem resposta, no entanto, há uma solução. A melhor arma contra a corrupção é a educação. Para isso, devemos preparar as crianças, os jovens, as pessoas comuns a não crescerem em um ambiente de ignorância em relação e esse mal, uma vez que o corrupto abusa do seu poder e engana facilmente. Se aprendermos bem o que é a corrupção podemos nos vacinar desse mal e lutar contra ele.

Globalmente a área mais afetada pela corrupção é a econômica, já que os países perdem grandes somas de dinheiro por meio de seus corruptos.Geralmente essas pessoas estão intimamente relacionados com a política, e é por isso que é tão difícil de se detectar um caso de corrupção.

A corrupção solapa a legitimidade das instituições públicas e atenta contra a sociedade, a ordem moral, a harmonia, a justiça e o desenvolvimento integral dos povos.

Leia o artigo abaixo, escrito por Ricardo Amorim na coluna “Ultima Palavra”, da Revista IstoÉ, de 29/08/2012, e saiba o quanto perdemos com a corrupção em nosso país e no mundo.

Mas afinal, quanto custa a corrupção?

Revista IstoÉ
08/2012
Por Ricardo Amorim

Os efeitos nocivos da corrupção são muitos e óbvios. Olhando apenas o lado econômico, ela prejudica a eficiência do gasto público e desestimula investimentos, reduzindo o crescimento, a geração de empregos, os serviços como educação e saúde, e a renda da população.

Estimar seu custo não é fácil. Corrupto não passa recibo, pelo menos não na maioria das vezes. Ainda assim, várias tentativas foram feitas para mensurar quanto é desviado da atividade produtiva através de atos corruptos no Brasil e no mundo.

Ainda que imprecisas, estimativas indicam que a corrupção reduz nosso PIB em até 2,3% desviando, em valores atuais, cerca de R$ 100 bilhões da economia brasileira todo santo ano. Se este dinheiro não fosse surrupiado seria possível ampliar em sete vezes o Bolsa Família. Outra opção seria dobrar os investimentos públicos em infraestrutura, melhorando estradas, ferrovias, portos, aeroportos. Outra ainda seria abolir o imposto de renda sobre rendimentos do trabalho, aumentando o poder de consumo de cada um dos brasileiros. Mais uma seria extinguir o IPI e o IOF, tornando produtos e financiamentos mais baratos no país.

Infelizmente, nada disso acontecerá. Pior, estas estimativas abrangem apenas custos mensuráveis. Além deles, há custos incomensuráveis significativos. Um deles é a perda de foco de outros problemas que limitam nosso crescimento. Enquanto o país acompanha a novela do julgamento do mensalão e a CPI do Cachoeira, projetos de reformas fundamentais não são nem discutidos no Congresso.

Outro custo incalculável é a desconfiança que se lança sobre o lucro, o qual deve ser um dos principais motores de qualquer economia capitalista saudável. Quanto mais o governo se envolve em atividades econômicas, mais suspeitas – corretas ou não – recaem sobre sucessos empresariais, com menos incentivo ao empreendedorismo, e como consequência menos crescimento, riqueza e empregos.

Corrupção não é exclusividade brasileira. Estima-se que, neste ano, o mundo perderá R$ 2,5 trilhões, equivalentes à metade de tudo que será produzido no Brasil. Eliminá-la completamente é uma utopia, mas inúmeros casos de sucesso em reduzi-la, em outros países, mostram que combatê-la ferozmente vale muito a pena.

Ricardo Amorim
Economista, consultor, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ e presidente da Ricam Consultoria. Realiza palestras em todo mundo sobre perspectivas econômicas e oportunidades em diversos setores, é o único brasileiro incluído na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do site inglês Speakers Corner e é o economista mais influente do Brasil e um dos dez mais influentes do mundo de acordo com o site americano Klout.com

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