A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

julho 4, 2012

Foi encontrado o Códice Calixtino, roubado há um ano da catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, Espanha

Imagem do Códice – primeiro guia do Caminho de Santiago de Compostela

Embrulhado em um saco de lixo na garagem de uma casa em Milladoiro, La Coruña, foi encontrado o Códice Calixtino, um manuscrito do século XII de valor histórico incalculável, que tinha sido roubado no ano passado na Catedral de Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha.

A garagem onde estava o códice é de um eletricista e ex-funcionário da catedral, a quem a polícia prendeu ontem. Foram presos como cúmplices do principal suspeito sua esposa, seu filho e a namorada.

O Códice Calixtino é uma espécie de guia para os peregrinos que seguem o Caminho de Santiago em sua jornada para Santiago de Compostela, com dicas, descrições de rotas e obras de arte e costumes dos povos que viveram ao longo do caminho.

Durante muitos meses, a polícia espanhola investigava um eletricista identificado como Manuel, acusado do roubo, cujo desaparecimento foi detectado um ano atrás, em 05 de julho de 2011 – por um pesquisador.

A polícia também encontrou oito cópias do Códice Calixtino, e outros livros antigos religiosos, além de 1,2 milhões de euros em dinheiro.

O Código Calixtino roubado, data do século XII e é considerado o primeiro guia do Caminho de Santiago

Manuel trabalhou durante 25 anos como eletricista para a histórica catedral de Santiago de Compostela, a capital da Galícia, mas sem contrato fixo. No ano passado ele foi demitido, por isso os pesquisadores começaram a levantar a hipótese de que o ex-empregado havia roubado o manuscrito com uma vingança.

Segundo noticiou o jornal El Pais nesta terça-feira, 03 de julho, depois de ser roubado, o suspeito continuou seu dia a dia normalmente, indo assistir diariamente à missa pela manhã na catedral. Ainda mantinha bom relacionamento com seus antigos colegas, mas não com o padre José Maria Diaz, que era o responsável pelo arquivo no momento do roubo, o qual  insinuou que sabia quem era o ladrão, mas manteve silêncio sobre o assunto.

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores: a recompensa que teria sido solicitado pelo códice foi cerca de 40.000 euros, de acordo com rumores, foi a quantidade que a Igreja estava em débito com Manuel por seu trabalho na catedral.

Fonte: El Clarín, Argentina

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