A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 27, 2012

O golpe da compra de falsos seguidores na internet para aparentar popularidade

Empresas e personalidades cada vez mais estão recorrendo a aquisição de contatos não espontâneos para alavancar suas contas no Facebook e Twiter.

Na Web, encontrar atalhos para esta missão não é complicado. E também não é caro: por US $ 29, qualquer pessoa pode comprar 1.000 seguidores em um piscar de olhos.

A compra de seguidores é um fenômeno do qual se fala pouco, mas que está crescendo. É como um setor de marketing profissional dentro das mídias sociais, mas ninguém fala claramente sobre isso.

Estão usando programas que criam perfis falsos

As marcas estão cada vez mais obcecadas com a sua presença em redes sociais. O pedido é quase sempre o mesmo: precisamos ter mais seguidores, mais visitas, mais fãs. As empresas querem resultados rápidos. E há pequenas agências pouco amantes de boas práticas, para atender o cliente ávido por isso e que pode ser tentado a tomar algum tipo de atalho. 

Este tipo de fraude começou há cerca de quatro anos. Naquele tempo, os seguidores que o comprador incorporava em sua conta do Twiter eram em sua maioria “legiões de ovos”. Ou seja, os seguidores “inventados”, eram representados pela figura de um ovo, e com um nome que era formado por uma combinação aleatória de letras. A oferta tem se refinado ao longo do tempo.  As empresas passaram a oferecer seguidores com fotos, com biografias alocadas no pequeno espaço destinado para a apresentação.  Seguidores são oferecidos por áreas geográficas específicas ou que falam uma língua em particular.

Esse fenômeno está se tornando mais organizado e estruturado. Esta prática é uma fraude, e é um desastre para as marcas: quando se lida com pessoas que vendem produtos piratas, por exemplo, o resultado nunca é bom.

As empresas que oferecem os fãs e seguidores costumam usar robôs, programas de computador que geram perfis falsos. Estes perfis passam a ser manejados por robôs aos quais são atribuídas funções.

Compras de seguidores ou fãs são geralmente feito por pacotes. Mas há empresas que claramente oferecem alguns centavos a quem se faça fã de uma determinada marca. Algumas agências digitais recorrer a esses truques sem saber qual é a marca que os contrata. 

Existem também os “esgotos do marketing digital”, em que se tenta destruir uma imagem ou marca com comentários desfavoráveis de rivais dos falsos perfis. A Turquia, Itália, Reino Unido e Índia, são os países onde esses atentados são mais comuns.

No setor de marketing digital, tal preocupação levou à criação de uma plataforma, a Adsocial, que visa, entre outras coisas, implementar um código de ética para evitar fenômenos como a compra de seguidores. A IAB, que é a associação que representa a indústria da publicidade nos meios digitais, também trabalha em um código de boas práticas.

Diretores de agências digitais dizem que o importante não é o número de seguidores, mas sim a qualidade destes, seu nível de compromisso com a marca, etc. De que serve ter milhares de perfis falsos aos quais não se pode recomendar nada, que não respondem a nenhuma ação? Apesar de tudo, a pressão das marcas sobre as agências é tão forte que alguns optam pela via fácil.

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