A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 24, 2011

O caminho de Santiago de Compostela – uma de minhas próximas viagens!

“Todos os caminhos são mágicos se nos levam aos nossos sonhos.”
“O Diário de um Mago” – Paulo Coelho

Traçado do caminho francês para Santiago de Compostela – cerca de 900 km

Adoro viajar e tenho vontade de conhecer vários lugares. Por isso sou géografo e com um pé bem grande na História. Sempre faço o meu próprio roteiro. Viajo “por conta”, sem pacotes. É mais barato – compro as passagens, alugo um apartamento quando é possível,  faço o que quero, vou onde quero, como o que quero, enfim, durmo, acordo nos horários que desejo sem ter que aguentar a chatice dos passeios marcados, onde meia dúzia quer fazer algo e os outros não. E o pior – ter que esperar gente perdida e sem noção. Não dá. Definitivamente!

E um dos meus maiores sonhos é fazer o Caminho  de Santiago de Compostela, mas o “caminho francês”.  Hoje, a peregrinação a Santiago de Compostela, em pleno século XXI, é um dos maiores símbolos de fé da Humanidade. Mas, o que leva milhares e milhares de peregrinos a percorrer os caminhos seculares que conduzem à Galícia? Fé? Busca Interior? Curiosidade? Muito provavelmente é isso. Mas quais são as origens desta tradição e o que está por trás de uma caminhada tão mágica? E quem foi Santiago?

Para isso, precisamos “entrar” um pouco na História!

Santiago, também conhecido como São João Maior, foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Após a morte de Cristo, os discípulos espalharam-se pelo mundo e Santiago passou pela Galícia antes de retornar à Palestina –  local em que  foi morto e decapitado, por ordem de Herodes, no ano de 44 D.C..

Dois discípulos de Santiago, Teodoro e Atanásio, recolheram os seus restos mortais e levaram de volta ao ocidente, por  navio, chegando na antiga cidade de Iria Flávia (atual Padrón), na costa oeste da Espanha, sepultando-o secretamente em um bosque de nome Libredón.

No final do primeiro milenio (ano 813 D.C.), um eremita chamado Pelayo, ficou impressionado com uma visão que teve enquanto caminhava –  viu uma maravilhosa estrela ao mesmo tempo que ouviu cantos angélicos.  Avisou o bispo Teodomiro do fato e juntos descobriram no lugar o sepulcro do Apóstolo Santiago. O local ficou conhecido por Compostela ( do latim Campus Stellae – campo das estrelas).

Catedral de Santiago de Compostela

A notícia chegou até os ouvidos do  rei Afonso II de Castela que foi até  Compostela – e se tornou o primeiro peregrino da História. Mais tarde, no ano de 950 D.C., foi o bispo Godesalco, acompanhado de alguns peregrinos franceses, quem fez a primeira peregrinação estrangeira a Santiago de Compostela.

Muito rapidamente o culto a Santiago atingiu proporções impressionantes, tornando-se  na maior rota de viagens do mundo com motivos não comerciais. Sabe-se da chegada de milhões de peregrinos a Santiago  nos anos de ouro das peregrinações (sécs. XII e XIII) . Atualmente, segundo o Codex Calixtinus (primeiro livro escrito sobre o Caminho), que o Apóstolo disse em sonhos a Carlos Magno: “Después de ti todos los pueblos irán en peregrinación hasta la consumación de los siglos.”

Do passado até hoje, o Caminho de Santiago já foi percorrido por personagens que marcaram a história,  como o Papa Calixtinus (grande divulgador do Caminho), a Rainha Santa Isabel, o imperador Carlos Magno, São Francisco de Assis, El Cid, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, e muitos outros. E, também por personagens do mundo contemporâneo, como o Papa João Paulo II (apenas um curto trecho), a Infanta Elena, o escritor Ernest Hemingway, o escritor Paulo Coelho…

A História está cheia de acontecimentos, mistérios e lendas com origem nas peregrinações. Na verdade, o Caminho de Santiago corresponde a uma infinidade de caminhos que se misturam uns com os outros até alcançarem uma das cinco vias principais que conduzem os peregrinos até Santiago de  Compostela. Mas, pode-se afirmar que existe um caminho principal, o chamado Caminho Francês. Este recebe milhares de peregrinos que chegam de toda a Europa. Tal traçado  atravessa os Pirineus em dois pontos, Somport, em Aragão e Roncesvalles, em Navarra. Na localidade de Puente la Reina reunem-se os dois ramais formando um só caminho que conduz os peregrinos até à Catedral, onde o Apóstolo os aguarda, deixando-se ser abraçado.

As indicações por onde seguir estão por todos os lados…

Este é o caminho mais utilizado. E é esse o que quero fazer!  Mas, como existem peregrinos vindo de todos os lados, isso levou ao  aparecimento de outras quatro artérias muito importantes. A da Costa Cantábrica que entra na península por Irún e que segue por toda a costa norte. A  chamada Via de Prata, que sobe por Mérida e Salamanca, entra na Galícia por Verín e acaba aos pés do Apóstolo. O Caminho Português, que passa por Tui, Vigo e Pontevedra. E, por fim, há um lugar de peregrinação situado na costa galega – dos peregrinos que desembarcam em La Coruña, vindos das Rotas do Mar e que  ali iniciam a última etapa da sua viagem que terminará na praça do Obradoiro.

Os peregrinos possuem um símbolo – uma Vieira!

O peregrino de Santiago de Compostela possui uma característica que o distingue de todos os outros. Onde quer que esteja,  viajando a pé,  de bicicleta ou a cavalo, sempre leva uma Vieira (concha) pendurada ao pescoço, na mochila ou na bicicleta – assim todos saberão que se trata de um peregrino que vai à Santiago de Compostela. Uma simbologia, como os que  fazem peregrinação  à Terra Santa (Jerusalém) – os quais transportam uma folha de palmeira, ou os peregrinos  que vão ao túmulo de São Pedro, em Roma, que levam sempre uma cruz, os peregrinos de Santiago estão sempre acompanhados por esta bela concha.

O Kit do caminhante – a mochila, o cajado e a Vieira (concha)

Diz a lenda que, quando o barco com os restos mortais de Santiago foi encontrado nas margens do oceâno Atlântico, na costa da Galícia, muitas vieiras acompanhavam o corpo do apóstolo sendo esta a razão pela qual se tornaram um símbolo. Para os peregrinos da idade média que visitavam Santiago de Compostela, a peregrinação apenas deveria terminar em Finisterrae. O peregrino devia pegar uma Vieira que depois o acompanharia na viagem de volta.
A verdade é que  grande parte dos monumentos que existem no Caminho de Santiago e também nas muitas  fontes de água, o símbolo jacobeu está sempre presente.

Como se orientar no caminho…

O caminho francês tem perto de novecentos quilômetros de estradas e caminhos de terra ou pedra.

As setas amarelas…

No passado,  os peregrinos eram guiados pela Via láctea – que tinha o traçado que é exatamente o mesmo percurso do Caminho Francês! Os peregrinos de hoje viajam durante o dia. Eles seguem as  “flechas amarillas” –  quem acompanha o peregrino ao longo de centenas de quilmetros são milhares de setas amarelas que os fazem seguir na direção correta. Encontram-se nos locais mais inesperados: árvores, paredes de casas, nas entradas das cidades, pedras cravadas no chão, postes de energia elétrica, placas… A seta está sempre presente, quando é preciso. Dentro das maiores cidades como Burgos, Logroño e Léon elas podem não estar presentes, mas é só pedir informação para qualquer cidadão que todos sabem para onde o peregrino deve sguir.

Uma outra identificação dos peregrinos – o passaporte do Caminho de Santiago

A credencial do peregrino é um pequeno “passaporte”, onde ele vai colocando os carimbos das várias cidades e aldeias por onde passa. Normalmente é nos albergues que se pede o carimbo embora algumas igrejas, museus e até bares, tenham o seu próprio carimbo para os peregrinos de Santiago.

O “passaporte” do Caminho de Santiago de Compostela e seus carimbos

Com ele, o peregrino pode provar, quando chega aos albergues, que realmente está fazendo a peregrinação a pé, de bicicleta ou a cavalo. Quando você apresenta a credencial os hospitaleiros autorizam sua estadia no albergue e todos os privilégios que um peregrino pode ter.

Com a credencial devidamente preenchida com os carimbos, o peregrino pode, posteriormente, obter a Compostela, que é uma espécie de diploma escrito em latim – documento oferecido na chegada a Santiago e que confirma a conclusão da peregrinação.

A Compostela só é entregue mediante a apresentação do passaporte com todos os seus carimbos

Mas, onde os peregrinos dormem e param para descansar?

Os peregrinos podem ficar alojados nos albergues  que normalmente pertencem às associações locais dos amigos de Santiago, às igrejas, às autarquias ou mesmo a particulares, e que são geridos por hospitaleiros, na sua maioria voluntários. Existem alguns albergues administrados por brasileiros!

Para ficar alojado em um albergue apenas é necessário seguir as  setas amarelas na entrada dos povoados, ter uma credencial devidamente preenchida e carimbada e estar disposto a pagar um preço simbólico de duzentas ou trezentas pesetas para encargos de manutenção – acho que isso dá o equivalente a uns sete euros. Muitas vezes é possível utilizar uma cozinha e até, em alguns casos, a máquina de lavar  roupas. Em geral os albergues são agradáveis e limpos.

Complementando o post – um depoimento de um peregrino!

Segundo o Alim Soares, do blog cocarcafé que já fez o caminho, percorrê-lo é algo tão especial e que traz um acúmulo de experiências, de sensações, de vivências, de pessoas, povos e motivos que muda a vida de quem o faz.

O caminho francês é realizado em cerca de 25 etapas de uns 20 a 30 kilometros, algumas mais íngremes e outras mais suaves. O ideal é fazê-lo a pé, mas, hoje em dia apareceram formas modernas de realizar este mesmo caminho – em bicicleta ou ônibus- inclusive há pontos de controle onde se pode pegar o carimbo no passaporte  para no final receber a Compostela.

Assim, o caminho hoje  tem um vertente mais lúdica e turística e menos espiritual e com menor componente religioso do que antigamente, mas ainda a rota recebe muitos peregrinos embasados na verdadeira fé. Esses jeitos modernos de fazer o caminho, faz com que ele perca um pouco o sentido originário para quem busca uma mudança de vida, mas, fazer a rota peregrina com meios alternativos do que a pé, é uma boa saída para pessoas que não podem ter  desgaste físico andando por tantos quilômetros.

No caminho há opções de hospedagem para todos os tipos de bolsos. O peregrino pode se hospedar em fantásticos hotéis cinco estrelas, até os mais singelos e econômicos, que é a versão mis autêntica do caminho de Santiago, extremamente solidária e barata entre peregrinos. Já quase não se encontra alimentação ou hospedagem grátis nos mosteiros ou similares como antigamente havia, mas ao longo do caminho encontra-se albergues específicamente pensados para o peregrino e lugares onde se come ou se pode dormir por muito pouco dinheiro (4€ ou menos). Se o peregrino escolher fazer o caminho em um Ano Santo Jacobeu, realizará o caminho de Santiago no momento mais apropriado para isso, no ano do máximo zenit da rota jacobéa, da rota peregrina e tudo o que religiosamente a rodeia. Os anos Jacobeus são aqueles em que o 25 de julho cai num domingo. Os próximos anos Jacobeus acontecerão em 2021, 2027, 2032, 2038… Seja ano Santo ou não, qualquer que seja o motivo que nos impulsionou a realizar o caminho de Santiago (se falamos com os peregrinos nos surpreenderemos com a diversidade de motivos que há para fazer o caminho, desde histórias de superação pessoal, passando por motivos de crença religiosa, até motivos mais terrenos como diversão ou turismo puro, mas todos eles são motivos válidos), uma vez que chega-se ao destino, isto é a Santiago de Compostela e antes de atravessar a porta de sua famosa catedral deveremos contemplar a maravilha arquitetônica que é a catedral e a praça que está em seu entorno.

Uma vez dentro da catedral e se for domingo e contemplarmos a “eucaristía do peregrino” é possível contemplar um dos símbolos mais conhecidos mundialmente da catedral – um enorme turíbulo de incenso chamado por lá de “Botafumeiro”, que é balançado como se fosse um imenso sino pelo interior da catedral. Nos outros dias não há a exibição do botafumeiro (a não ser que você pague uns 300€) – e o que se exibe é uma réplica  e não a orginal.

O caminho de Santiago oferece uma experiência particular para quem procura uma forma de turismo mais espiritual. Seguramente sua vida mudará depois de percorrê-lo. Se não concretamente em nossas atividades ou em nossa forma de pensar, ao menos acenderá nossa chama peregrina, deixando-nos para sempre a impressão permanente de uma experiência inesquecível.

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25 Comentários »

  1. Quero um dia também ter condições físicas para fazer este caminho com amigos como vcs .

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    Comentário por Irany — outubro 24, 2011 @ 12:25 | Resposta

  2. Vamos nos preparar, para que possamos faze-lo juntos em breve
    Marco Antonio Lins

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    Comentário por marco antonio lins — outubro 25, 2011 @ 11:17 | Resposta

    • Tenho fé e confiança de que não demoraremos muito a concretizar esse desejo!
      Abraços.

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      Comentário por Augusto Martini — outubro 25, 2011 @ 11:26 | Resposta

  3. Com certeza uma experiência enriquecedora e inesquecível!

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    Comentário por loteamentos — outubro 26, 2011 @ 9:14 | Resposta

  4. Nao fiz o Caminho .Mas fui a Santiago de Compostela comemorar os meus 50 anos e ao chegar la tive a certeza que isso estava escrito nas estrelas .
    Foi magico …me senti dentro de um sonho ….
    Com certeza faremos juntos esse caminho um dia .
    Ana Maria

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    Comentário por Ana Maria — outubro 26, 2011 @ 16:38 | Resposta

    • Oi Ana, querida!

      Não fez, mas fará. Ou melhor, faremos! Já vi a gente por lá! Bjs. Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — outubro 26, 2011 @ 16:40 | Resposta

  5. Quem sabe um dia sou agraceada por Deus e poderi fazer esse caminho também…Vou amadurecer essa minha vontade obrigada por esse blog me deixou maravilhada.

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    Comentário por Roselene Cardoso Costa Kul — agosto 19, 2012 @ 2:18 | Resposta

    • Bom dia!
      Agradeço sua visita ao blog. Tenho certeza que um dia conseguirá trilhar seus sonhos pelos caminhos de Santiago.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — agosto 19, 2012 @ 7:52 | Resposta

  6. É sem duvidas um desejo que ainda realizarei.

    Deve ser uma experiencia incrível, percorrer este caminho.

    Pena que aos poucos o que deveria ser o verdadeiro sentido é esquecido.

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    Comentário por Jéssyca Pessoa — março 21, 2013 @ 17:00 | Resposta

    • Oi Jéssyca.

      Um amigo que já fez o caminho disse que a gente encontra todos os tipos possíveis – os que estão interessados na espiritualidade do roteiro e outros que o fazem por fazer. Mas, sem dúvida deve ser algo fantástico e inesquecível.
      Abraços.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — março 21, 2013 @ 17:04 | Resposta

  7. oi sou fernando braz fis ocaminho da fe cravinhos a aparecida setenbro 2012 deu 464 km em 16 dias sonho percorrer o caminho de santiago porem ainda nao tenho condçoes finançeiras um dia eu chego la vontade nao me falta

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    Comentário por fernando camara braz — abril 22, 2013 @ 15:02 | Resposta

    • Oi Fernando!
      Eu também não fiz ainda o Caminho de Santiago, mas farei um dia, com certeza!
      Meu avô nasceu em Cravinhos!
      Abraços.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — abril 22, 2013 @ 15:09 | Resposta

  8. meu avo se chamava FERNANDO CAMARA tb nascido em cravinhos, vou sair dia 02/09/2013 para APARECIDA novamente a pé, estou tentanto conseguir um patrocinio para fazer caminho de Santiago. se eu conseguir concerteza entrei em contato com vossa senhoria. obrigado.

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    Comentário por fernando camara braz — maio 6, 2013 @ 11:26 | Resposta

  9. Com certeza deve ser uma experiencia única, e sonho com um dia ter condições financeiras para fazer o caminho de Santiago.

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    Comentário por Juliana Pacheco — agosto 1, 2013 @ 20:33 | Resposta

  10. […] Aventura: Caminho do Sol – Um caminho de peregrinação nos moldes do Caminho de Santiago de Compostela. Passa por diversas cidades do estado de São Paulo, quase sempre por caminhos rurais –  tem […]

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    Pingback por Santana de Parnaíba – um reduto colonial dentro da maior metrópole do país! | A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini — outubro 6, 2013 @ 22:23 | Resposta

  11. Olá Augusto,

    Na semana passada, comecei a pensar na possibilidade de fazer o Caminho de Santiago e fui procurar orientações na internet. Que alegria… encontrei seu blog!
    Estarei fazendo 50 anos em maio de 2014 e penso que seria um bom mês. O que acha? Queria muito que toda a família pudesse fazer, mas meus filhos, parece, não “curtiram” a ideia. Por enquanto, só eu e meu marido. Mas, mesmo assim, me sinto feliz e animada.

    Fernanda Batista

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    Comentário por Fernanda Batista — julho 21, 2014 @ 11:37 | Resposta

    • Boa tarde Fernanda.
      Tenho um grande amigo que já fez o Caminho de Santiago de Compostela. Ele o iniciou no final de maio e terminou na primeira semana de julho (33 dias aproximadamente – + ou – 800 km. Saiu de Roncesvalles (Navarra – Espanha), Pirineus, fronteira com a França. Ele me relatou que pegou muito bom tempo em todo o percurso. Não é nem muito frio e nem muito quente, pois o Caminho se dá em todo o norte da Espanha.
      Se decidir fazer o Caminho e puder, quando voltar ou durante o trajeto, deixe aqui suas impressões.
      Um abraço.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — julho 21, 2014 @ 13:01 | Resposta

  12. […] O caminho de Santiago de Compostela – uma de minhas próximas viagens!. […]

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    Pingback por O caminho de Santiago de Compostela – uma de minhas próximas viagens! | A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini — novembro 10, 2014 @ 11:11 | Resposta

  13. gostaria de saber quando è a proxima caminhada para o caminho de santiago…morro na italia.gostaria muito de fazer…obrigado.

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    Comentário por isabel piana — junho 14, 2015 @ 13:13 | Resposta

    • Buon Giorno, Isabel.

      O Caminho de Santiago de Compostela é aberto o ano todo. Não há calendário específico. Claro que durante o inverno fica bem mais restrito, pois há lugares de neve. O ideal é faze-lo durante a primavera ou verão.
      Um abraço.
      Augusto Martini

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      Comentário por Augusto Martini — junho 15, 2015 @ 8:53 | Resposta

  14. Maravilhoso nunca havia lido nada igual, é rico em informações.

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    Comentário por Normélia Maria Coutinho — janeiro 23, 2016 @ 23:49 | Resposta


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