A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

fevereiro 10, 2011

A história da vida na Terra contada em mil palavras

A história da vida na Terra em 1000 palavras, escrita por Pere Estupinya, publicada no El País, fez sucesso. Tentei traduzir, mas não sei se ficou bom. Ele diz que tinha muita vontade de colocar alguma ordem na cabeça dele e resolver algumas questões que tinha com a evolução da vida na Terra, filtrando o que lhe chamava mais a atenção. E que melhor idéia ele teria do que compartilhar o texto em um blog?  Assim, com os comentários,  poderia expandir e aperfeiçoar a maior história jamais contada, dando-lhe com um toque inocente.

Formação do sistema solar

Há 4600 Ma (milhões de anos) atrás, vestígios de poeira e gás girando em torno de um disco estelar ao redor do sol começou a entrar em colapso para formar um planeta que chamamos hoje de Terra.

Essa grande massa derretida começou a esfriar rapidamente, e há 4,53 bilhões  de anos atrás um impacto colossal expulsou para o exterior materiais que, posteriormente, formariam a lua. 

Enquanto isso, a superfície da Terra logo se tornou um laboratório de química prebiótica, onde moléculas químicas diferentes foram se combinando e se tornando mais complexas, até que em algum momento há 4000 Ma surgiram protocélulas constituídas por envoltórios lipídicos que davam abrigo a macromoléculas de ácido nucleico com capacidade de auto-replicação.

Estas cápsulas de pré-vida poderiam ter sido criadas e destruídas em muitos lugares e ao mesmo tempo, ou mesmo terem vindo do espaço a bordo de meteoritos, mas o fato é que elas evoluíram até se tornarem os primeiros microrganismos procariotas com moléculas de DNA dispersas em seu interior, junto com alguns processos metabólicos básicos que lhes permitiu obter energia a partir de compostos químicos que “pegavam” do ambiente externo. Entre eles,  a glicose.

A vida procariota continuou a evoluir, fusionando-se, sofisticando-se e fazendo todo tipo de experimentos intracelulares durante 1500 Ma. As Arqueas e as bactérias foram se separando, e a um tipo destas últimas ocorreu o processo de fotossíntese, provacando o aparecimento de um dos maiores eventos da história da vida na Terra: as cianobactérias que encheram a atmosfera de oxigênio.

Estima-se que as primeiras células eucarióticas com núcleos bem definidos e órgãos, apareceram há 2.000 Ma e aperfeiçoaram uma forma de compartilhar material genético que daria origem à reprodução sexual que lhes permitia evoluir mais rapidamente.

O mundo continuou a ser unicelular até pouco mais de um bilhão de anos atrás. Então, a evolução deu o salto mais improvável, revolucionário e único para a origem da vida: vários microorganismos aprenderam a trabalhar juntos e acabaram renunciando a sua identidade individual para converterem-se nas primeiras criaturas multicelulares. Este feito insólito combinado com o fim de um período glacial facilitou a chegada de faunas como a de Ediacara – há 650 Ma, formada por animais e plantas que não precisavam se mover porque viviam em paz sem a necessidade de depredar-se uns aos outros.

Este cenário bucólico é alterado com o surgimento de animais modernos e a grande explosão Cambriana de 530 Ma. Foi possivelmente a etapa mais esplêndida da vida. Como S.J. Gould ilustrou em seu fascinante livro “Wonderful Life”, os organismos mais aberrantes e as constituições corporais mais improváveis que se possa imaginar apareceram nessa época. Houve maior diversidade de estruturas básicas no Cambriano do que no mundo atual. Depois vieram os Artrópodes. Representados pelos extintos Trilobitas ou Opabinia, seriam os precursores dos insetos, aranhas e crustáceos e representavam 85% das espécies animais do planeta.

A vida continuou a se diversificar nos oceanos com moluscos, medusas, amebas, crustáceos, estrelas do mar, polvos, centopéias primitivas, que, segundo os registros fósseis começaram a explorar a terra firme. Também apareceram os Cordados, animais que tinham um sistema nervoso central ao longo de seu corpo e dos quais vieram os primeiros vertebrados há 485 Ma atrás.

Os peixes povoaram os mares há 440 Ma, e as algas verdes evoluíram e se transformaram em plantas colonizando a terra e acelerando o desenvolvimento dos insetos. 

Nos seguintes milhões de anos cresceram mandíbulas e dentes nos peixes, e nos continentes formaram-se líquens, uma enorme diversidade de plantas, ácaros e todos os tipos de insetos. Incluindo alguns com asas e capacidade de voar. Quando há 363 Ma começa o Carbonífero a vegetação já cobria a terra, havia florestas de samambaias gigantes, árvores, libélulas de 60 cm, escorpiões, e os primeiros anfíbios começaram a deixar os lagos e a pisar em terra firme. 

 A Terra, como sabemos, foi tomando forma. Há 300 Ma apareceram os répteis, depois os besouros e novos tipos de plantas. A vida ia se diversificando até que há 250 Ma a grande extinção do Triássico eliminou 96% das espécies marinhas e 70% das terrestres. Se discute se foi um impacto de algum meteoro, vulcanismo extremo, liberação de metano, ou uma combinação de desgraças que causou uma mudança climática brusca, com conseqüências desastrosas para muitas espécies, mas que permitiu a eclosão de novas. Os mares se repovoaram com grandes depredadores, alguns répteis deram lugar aos dinossauros há 225 Ma, e pequenos mamíferos tentaram conseguir um lugar neste novo mundo há 200 Ma.

Surgem os Dinossauros

 

Chegou o Jurássico, acompanhado por uma maior diversidade de anfíbios, insetos que chupavam sangue, répteis, peixes gigantes, e há 150 Ma alguns dinossauros que ganharam asas convertendo-se nos precursores das aves de hoje. Algo estava faltando para terminar de embelezar o planeta: as flores. As plantas floridas surgiram há 130 Ma, motivando uma nova explosão de diversidade, pois os insetos começaram a usar e dispersar seu pólen. Chegaram animais, como abelhas, cobras ou formigas que se mantiveram intactos por 80 milhões de anos. Os dinossauros continuaram crescendo majestosos até a queda de um meteorito há 65 Ma, que desencadeou a extinção do Cretáceo, eliminando a todos exceto as aves. O vazio deixado pelos dinossauros foi aproveitado pelos mamíferos para abandonar a sua vida noturna, crescendo em tamanho e se expandindo pelos quase separados cinco continentes. As aves se diversificaram – elas começaram a cantar e tornaram-se as espécies que conhecemos hoje.

Homo heidelbergenis

 

Alguns mamíferos há cerca de 60 Ma constituíram um grupo de primatas, enquanto outros decidiram viver nos oceanos dando lugar às baleias ou golfinhos. Há 40 Ma surgiram as borboletas, e os mamíferos continuaram diversificando-se em gatos, girafas, cavalos, ou chimpanzés.
Ardi se converteu no hominídeo mais antigo que conhecemos. Uma família de primatas que caminhava na vertical e cujo cérebro foi aumentando, passando pelos Australopithecus que comiam carne, pelos Homo habilis que fabricavam ferramentas complexas, por um certo Homo ergaster com indícios de certa linguagem articulada, pelo Homo heidelbergensis nosso antecessor com conhecimento abstrato, e com a chegada nos últimos 200 mil anos de um certo Homo sapiens que deixou a África para tentar dominar o mundo e que por um curto período de tempo teve a ilusão desse domínio.

 

O Australopithecus
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7 Comentários »

  1. Que confusão…Mais muito bom ler e tentar capitar…

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    Comentário por Irany — fevereiro 10, 2011 @ 21:06 | Responder

  2. Oi Augusto!
    Li no blog da Lilly que você está reformando o seu quintal!
    Coloca no blog! Queremos ver dicas interessantes 🙂
    Beijos

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    Comentário por Marluce — fevereiro 16, 2011 @ 13:47 | Responder

  3. AMEI AS FOTOS DA EVOLUCAO DO ASTROLEPITHECUS E MASA

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    Comentário por ALISSIA DA SILVA FERRARI DE ELO — março 7, 2011 @ 11:47 | Responder

  4. meu Deus! só tenho 10 anos! e estava procurando um site para minha pesquisa,nao uma enciclopedia!

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    Comentário por Calebre — fevereiro 19, 2013 @ 18:10 | Responder

  5. Nossa q coonfusãoo q euu fiiz akii agoora heeiim poow…
    ‘ Mtoo boom interresantte, para nooiz estudantes ee para outros tbbm.. Vllw !

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    Comentário por Thais — março 26, 2013 @ 23:24 | Responder

  6. obrigado pelo trabalho

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    Comentário por Carlos Eduardo — agosto 27, 2013 @ 20:06 | Responder


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