A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

janeiro 31, 2011

Em algum lugar do passado – uma relação de amor e ódio

Talvez seja mais comum acontecer com uma música que com um filme, mas a associação de uma obra a uma pessoa e/ou fase de nossas vidas é por vezes inevitável, inconsciente, está fora de nosso controle. Quantas vezes achamos que não seremos mais capazes de ouvir uma música em particular, porque nós a associamos com alguém e, ao invés de apreciá-la por prazer, a apreciamos por masoquismo?

“No aceptar otro orden que el de las afinidades, otra cronología que la del corazón, otro horario que el de los encuentros a deshora, los verdaderos.” – Julio Cortázar

Acontecerá o mesmo com os filmes? No caso das músicas será que nos obrigamos a fechar os olhos e mantemos a mente aberta para ficarmos predispostos a nostalgia?
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janeiro 27, 2011

Crendices? Quem disse? Uma foto de família e a busca de boa sorte nos amuletos

Conheço pessoas muito racionalistas e também ateus que acreditam em amuletos, na boa e na má sorte, e em gato preto. Eu mesmo sempre ando cheio de “coisinhas”: uma nota de um dólar na carteira, três folhas de louro, três sementes de romã chupadas e um pedacinho da casca embrulhados em um papel onde estão escritos os nomes dos três Reis Magos –  tudo isso para não faltar dinheiro –  e tenho uma série de “santinhos” impressos também. As pessoas tendem a depositar sua fé em um objeto relacionado às suas crenças, ou uma porção dela, que nem sempre é a apropriada, buscando sua segurança emocional. A imagem de um santo ou uma santa, um rosário abençoado por não sei quem, um pedaço do que asseguraram ser de um osso, de um vestido ou um pedaço de uma cruz pode alcançar algumas das propriedades de cura que o crente lhes outorga, ao menos em enfermidades não muito graves. O que dizem os praticantes do vodu também é verdadeiro: o poder da sugestão pode mover montanhas.
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janeiro 21, 2011

Isso é cidadania – a mobilização de pessoas para salvar uma Biblioteca Pública Municipal

Stony Stratford é uma tranqüila cidade mercantil que fica a poucos quilômetros a noroeste de Londres – e pode acabar se tornando um modelo para aqueles que defendem as revoluções pacíficas. Seu objetivo: salvar a biblioteca pública da cidade.

Amor pelos livros

Em 1645 as ruas de Stony acolheram 11 mil soldados do exército. Agora, em 2011, essas mesmas ruas mostraram que o pacifismo é ainda uma arma muito poderosa para enfrentar os governos. Na semana passada, os moradores se mobilizaram e concordaram em retirar os 16 mil volumes da biblioteca municipal para demonstrar que ela continua sendo de grande utilidade pública e para pressionar as autoridades municipais que voltem atrás em seu projeto de fechá-la. (more…)

janeiro 20, 2011

“Fica com o telefone celular que eu fico com a sua vida”

É janeiro de 2011. E tenho que assumir – já estou doido com tanto trabalho. Pensei que esse ano fosse conseguir uma reconciliação com minha agenda. Mas é melhor assumir que ela já está morta.

Quem é dono de quem?

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janeiro 17, 2011

“Lixo Extraordinário” (Waste land) – documentário de Vik Muniz que estréia nesta sexta.

O documentário “Waste Land” filmado ao longo de quase três anos (aqui no Brasil recebeu o título de “Lixo Extraordinário”), estréia na próxima sexta-feira, dia 21 de janeiro. As filmagens seguem o renomado artista Vik Muniz que com ele viaja de sua casa no Brooklyn à sua terra natal, Brasil, até chegar a um dos maiores aterros de lixo do mundo, de Jardim Gramacho, localizado na periferia do Rio de Janeiro. Lá Vik fotografou um grupo eclético de catadores, que se autodenominam de catadores de materiais recicláveis, os acompanha, mostrando os desdobramentos que o longa-metragem trás para a vida dos catadores. E já são muitas medalhas de “melhor filme” no currículo, além de toneladas de elogios e críticas positivas em todos os meios.

Cartaz Oficial do filme Waste Land – “Lixo Extraordinário”

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janeiro 16, 2011

PIETÁ – a obra prima de Michelângelo

Repasso e agradeço ao amigo Egberto que me enviou com o texto abaixo.

Gosto daquela história, pouco importa se verdadeira ou não, de que, quando perguntado a um escultor famoso como conseguia transformar blocos de pedra em formas tão perfeitas, ele teria dito simplesmente: “mas é muito fácil: se quero fazer um cavalo por exemplo, só tenho que pegar a pedra e tirar tudo que não é cavalo!”

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janeiro 14, 2011

A Árvore de Natal que tive durante minha infância

Perto do Natal estive lembrando minha infância e dos Natais já passados… Em todos, havia uma celebração específica em minha casa – a noite, ir à Missa do Galo, voltar, dormir e no dia de Natal tinha um almoço bem melhor que os de costume.

Minha eterna Árvore de Natal

Lembro-me que em minha infância fazíamos as árvores de Natal com galhos – e eram enfeitadas com bolas e outros enfeites de vidro coloridos os quais eram guardados de ano em ano em caixas de papelão, bem embrulhados em jornal, para que não se tocassem e impedindo que se quebrassem. (more…)

janeiro 11, 2011

Meu sobrinho-neto e sua guitarra!

Minha infância foi povoada por músicas. Meu pai era um autodidata em alguns instrumentos: violão, cavaquinho, sanfona (acordeon). Tinhas duas sanfonas italianas – uma de 80 e outra de 120 baixos. Acho que vem daí o meu gosto pela música. Sempre observava meu pai e tive vontade de aprender. Mas, como sou canhoto e meu pai sem paciência alguma para ensinar, ficamos por isso mesmo.

Dias atrás, quando estive em Rio Claro na casa da Rosana, uma de minhas sobrinhas – fiquei surpreso – o Luiz Henrique, meu sobrinho-neto de uns dez anos, havia sido presenteado com uma guitarra. Achei que fosse “fogo de palha” por conta do game Guitar Hero, um clássico do Playstation que ele gosta muito de jogar.

Luiz Henrique - o menino da guitarra e dos olhos azuis

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janeiro 4, 2011

Os tesouros da igreja nos Museus do Vaticano!

Uma das maravilhosas esculturas do Museu do Vaticano

O Museu do Vaticano é um enorme complexo de museus, que abrange muitas salas que abrigam grande quantidade de obras de arte e estão ordenadas cronologicamente de acordo com a sua criação. Os Museus do Vaticano são acessíveis ao público e se encontram na Cidade do Vaticano. Visitá-los requer enorme quantidade de temo e muito provavelmente você não vai conhecê-los na íntegra – mas não deve perder os mais significativos que são: a Câmara de Rafael, a sala Octagonal, a Galeria das Tapeçarias, a Galeria dos Mapas, entre os outros.

Na parede em frente à Escola de Atenas, correspondendo a Teologia, está o afresco da Disputa sobre o Santíssimo Sacramento, cujo título mais justamente deveria ser o triunfo da religião. Nos lados da Santíssima Trindade (com Deus Pai, Cristo entre a Virgem e São João Batista, e do Espírito Santo no centro) está a Igreja Triunfante, com os patriarcas e profetas do Antigo Testamento, alternados com os apóstolos e mártires, sentado sobre as nuvens. Os personagens são (da esquerda para a direita) - São Pedro, Adão, São João Evangelista, Davi, São Lourenço, Judas Macabeu, Santo Estevão, Moisés, São Tiago, o mais velho, Abraão, e São Paulo. No chão, nas laterais do altar em que o Santíssimo Sacramento domina, está representada a Igreja militante. Sobre o trono de mármore mais próximo do altar estão sentados os quatro Padres da Igreja Latina: São Gregório Magno (um retrato de Júlio II), São Jerônimo, Santo Ambrósio e Santo Agostinho. Algumas figuras têm a fisionomia de personagens históricos. Reconhecemos o retrato do Papa Sisto IV (tio de Júlio II), do mais distante pontífice para a direita, está Dante Alighieri.Fundado com obras de arte conseguidas pelo Papa Júlio II, os Museus do Vaticano incluem em primeiro lugar, o Museu do Egito, cuja criação se deve ao Papa Gregório XVI, que exibe artefatos arqueológicos e restos da civilização egípcia. O segundo é o Museu Pio Clementino - o mais antigo - criado pelo Papa Pio VI e Clemente XIV. Se trata de um dos maiores e contém muitas estátuas de várias escavações da antiga Roma.Uma das maravilhosas esculturas do Museu do Vaticano

O Museu Gregoriano, por sua vez, exibe uma grande quantidade de vasos etruscos, similares aos gregos, bem como objetos funerários e igual ao Museu Egípcio, foi criado pelo Papa Gregório XVI. A maioria das belas tapeçarias dos séculos XVI e XVIII são exibidas na famosa galeria das tapeçarias, a maioria das quais são baseadas em temas religiosos. A Galeria dos Mapas abriga uma vasta coleção de mais de 40 mapas que datam do século XVI, mapas antigos e móveis especialmente projetados para guardá-los.

Escadaria dos Museus do Vaticano

Uma das salas mais importantes é a de Rafael, onde há afrescos encomendados pelo Papa Júlio II a Rafel, entre os quais o “Parnaso” e a “Escola de Atenas”, entre outros. Nos aposentos dos Borgia se pode ter uma idéia da história do papado em Roma, que envolve intrigas, assassinatos e alianças. Outro lugar imperdível é a Pinacoteca, e finalmente a visita termina com o Museu Gregoriano Profano e Museu Arqueológico, que abriga peças trazidas pelos missionários de suas viagens à América do Sul, África e Ásia. Todas as galerias e museus do Vaticano, estão sob a responsabilidade, desde 1929, do “Governatorato del Estado della Città del Vaticano” que tem uma política de não vender as obras de arte.

Corredores da Bibioteca do Museu do Vaticano

Para chegar ao museu, vocé pode pegar o metrô Ottaviano ou o ônibus que vai até a “Piazza del Risorgimento”. O Museu está aberto diariamente de segunda a sexta-feira, das 8:45 até 16:45 h. Aos sábados ele está aberto das 8:45 até 13:45 h. E no último domingo de cada mês, a partir das 8:45 até 13:45 h. Quando eu fui, em agosto de 2007, a entrada custava 12 euros, exceto no último domingo de cada mês. Se você der sorte de chegar lá nesse dia, não pagará nada – a entrada é livre.

Jardim dos Museus do Vaticano

Endereço: Viale Vaticano 100

Telefone: (06) 6988 4947

Fax: (06) 6988 1573

Clique aqui para ver a página dos Museus do Vaticano

janeiro 3, 2011

Memórias… “galos, noites e quintais”…

Vou voltar!
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir
Cantar uma Sabiá…

É muito interessante quando a gente relembra o passado e paramos para analisar fatos e as pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida e como essas pessoas vão nos mostrando aspectos de nós mesmos ou nos fazendo parar para pensar em nossas escolhas…

Escrevendo sobre mim pude perceber o quanto minha escolha por Geografia e minha paixão pelas plantas estavam inseridos na minha alma sem que me desse por conta disso. (more…)

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