A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 2, 2010

São Luis do Maranhão – seu Mercado Municipal e a cozinha maranhense

Quem chega a São Luís, no Maranhão, não deixa de realizar uma aventura culinária inesquecível. Com uma culinária saborosa e farta, destaca-se nos frutos do mar, como peixada, tortas, caldeirada, vatapá, caruru, cuxá. Os caranguejos, peixes, camarões são disputados em restaurantes e bares.

Quem visita o Mercado Municipal tem direito a levar cachaça com caranguejo e muito mais!!!


A mescla de traços e temperos da cultura européia, indígena e africana, deu origem a pratos com sabores exóticos, que usam e abusam dos frutos do mar como principais ingredientes de sua comida típica. Mas não é só isso. A cozinha regional oferece carne-de-sol com pirão de leite e manteiga de garrafa.

Mercado Municipal de São Luis - Camarões secos

Pimentas

A típica cozinha maranhense é também caracterizada pelo cuscuz de milho, bolo de macaxeira, macaxeira cozida, queijo coalho, canjica, pamonhas, o pé-de-moleque, o beiju, à base de tapioca, amendoim, arroz doce e cuscuz de coco.

Coisas como essas fiquei com muita vontade de trazer... mas não trouxe! Ficará para a próxima viagem.

O artesanato típico ludovicence, comercializado no Mercado Municipal

As frutas regionais, além da bela aparência de suas cores, são deliciosas. Cajá, caju, manga, mangaba, graviola, pitanga, acerola, sapoti, bacuri, abricó, que são usados no preparo de deliciosos sucos, doces, sorvetes e bebidas regionais.

Os doces, a Tiquira, o guaraná Jesus!!!

 

A garrafinha com o líquido lilás - trata-se da Tiquira, uma aguardente muiiito forte feita da macaxeira (mandioca)

Abaixo, seguem duas receitas de pratos típicos. Faça-os! São deliciosos!

Arroz de cuxá-maranhense

Ingredientes:

Vinagreira (erva verde meio amraga)
1 tomate picado
1 cebola picada
1 pimentão picado
Pimentinha de cheiro a gosto
150 g de camarão seco
Gergelim a gosto
1/2 kg de arroz branco cozido
Azeite

Modo de preparar:

Coloque a vinagreira pra cozinhar até murchar, retire do fogo escorra, e de umas batidas nela com a outra face da faca.
Refogue todos os temperos em azeite, coloque o camarão seco, um pouco do gergelim e a vinagreira, mexendo sempre para incoorporar ao refogado.
Depois vá acrescentando o arroz já cozido, não esquecendo de que tem que ficar bem verdinho, por conta da vinagreira.
Por fim e só desgustar esse típico arroz maranhense.

O mercado municipal - colorido e repleto de garrafas, ervas e farinhas diferentes que não resisti e fiz umas comprinhas

Cuscuz de tapioca

Ingredientes:

500 gramas de farinha de tapioca
150 gramas de açúcar
750 ml de leite
100 ml de leite de côco
1 lata de leite condensado
1 colher pequena de sal
100 gramas de côco ralado para decorar e manteiga para untar a forma

Modo de preparar:

Bata os ingredientes no liquidificador, menos o queijo ralado, e coloque apenas duas colheres de leite condensado. O restante reserve para a cobertura.
Unte a forma com margarina ou manteiga, e despeje o conteúdo.
Depois leve a geladeira e deixe por uma hora.
Passado esse tempo tire da forma, coloque em um prato e prepare a cobertura.
Espalhe o leite condensado no cuzcuz e depois jogue o côco ralado e está pronta.

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7 Comentários »

  1. O terra boa de comida e farinhas saborosas!!! Faltou falar do Capote…que saudade daquele peixe grelhado…
    Também em São Luis, bem longe das Minas Gerais… posso comer o melhor frango com quiabo do Brasil. RsRs.

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    Comentário por Alim Soares — dezembro 2, 2010 @ 20:06 | Responder

  2. Augusto – Parabéns por palavras tao bem escritas. Como nao tenho o seu dom de escrever transcrevo abaixo uma poesia de Maria Inez Silva Queiroz que completa com certeza tudo o que aqui viu e viveu:

    SER MARANHENSE É ADMIRAR O FRANCÊS
    FALAR BEM O PORTUGUÊS
    EMPREGAR O ‘TU’ NATURALMENTE
    COM FLEXÃO VERBAL FLUENTE

    É VAGAR NO REVIVER
    VER NASCER DO SOL
    AO ANOITECER

    SER ERUDITO E POPULAR
    SEM, CONTUDO, SER VULGAR

    É BRINCAR O BUMBA-BOI
    DANÇAR REGGAE AO LUAR

    LEMBRAR A CRIANÇA QUE FOI
    E SOLTAR PIPA NO AR

    É DEGUSTAR O CARANGUEJO
    COMER ARROZ DE CUXÁ

    SABER OLHAR UM CASARÃO
    SEM COM ELE SE ASSOMBRAR

    É SINGRAR A VASTIDÃO DO MAR
    E ACOMPANHAR O DIVINO
    E COM O BADALAR DO SINO
    IR À IGREJA REZAR

    É ORGULHAR-SE DA SUA HISTÓRIA
    GUARDAR NA MEMÓRIA A SUA GLÓRIA
    E PODER REVERENCIAR
    NAURO, MONTELO E FERREIRA GULAR.
    Maria Inez Silva Queiroz

    beijos
    Ana Maria

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    Comentário por Ana Maria — dezembro 3, 2010 @ 20:12 | Responder

  3. Sinto-me muito feliz nestes meus 38 anos no Maranhão.Aqui fiz minha vida,casei,tive meus filhos,fiz minhas amizades.Faço sempre o convite para que venham conhecer o que de belo temos (os lençóis maranhenses)Temos muita história.Sou de coração uma maranhense mineira…

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    Comentário por Irany — dezembro 5, 2010 @ 11:48 | Responder

  4. gostaria de aprender como preparar a massa do beiju recheado ja que é uma massa mais gralulada por favor me oriente ou me indique um curso aqui mesmo em são luis.

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    Comentário por cleonice frazao santos — janeiro 28, 2012 @ 12:42 | Responder

  5. gostaria de mais informaçoes sobre a nossa culinaria maranhense

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    Comentário por cleonice frazao santos — janeiro 28, 2012 @ 12:44 | Responder

    • Boa tarde Cleonice.
      Vou pesquisar mais sobre a culinária Maranhense e lhe informarei ou escreverei um post. Abrs.

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      Comentário por Augusto Martini — janeiro 29, 2012 @ 13:01 | Responder

  6. […] São Luis é francesa, holandesa e portuguesa. Os primeiros a chegar na atual São Luís foram os franceses. Neste período, por volta de1612, a ilha era conhecida como Trindade. Já os índios Marañaguaras que habitavam o local, a chamavam de Upaon-Açu; mais tarde chegaram os tupinambás fugidos do sul com a chegada dos portugueses. O primeiro francês a se estabelecer na ilha foi Charles de Vaux que aprendeu a língua nativa e intermediou a permanência de seus compatriotas que por serem louros ou ruivos e falarem muito foram chamados de Papagaios amarelos (Ayurujuba em tupinambá). Já os portugueses eram chamados de peró (Tubarões ou os que vêm pelo mar). Em 1535 os portugueses tentaram chegar a essas terras e, depois de alguns naufrágios acabaram por “adiar” a colonização do local. Em 8 de setembro de 1612 os franceses constroem o forte de Saint Louis. Eles queriam fundar a chamada França Equinocial. Como os espanhóis temiam o avanço francês às suas terras, se uniram aos portugueses e em 1615 travaram batalha para expulsar os franceses que tinham ajuda dos tupinambás. O forte Saint Louis, uma homenagem ao rei Luís XIII da França, é tomado e passa a se chamar Forte São Felipe em homenagem ao rei da Espanha. Para garantir de vez a posse, em 1619, Portugal manda 1200 açorianos para a ilha que dão origem às técnicas de fiação e produção de panos que chegou a ser moeda forte na época. A tiquira é a pinga maranhense, uma bebida destilada feita a partir da raiz da mandioca e possui um alto teor alcoólico (38 a54%). A herança é dos índios amazônicos que aproveitavam tudo da mandioca. A aguardente, produzida pelas mulheres, era oferecida por elas aos maridos (guerreiros) que chegavam das batalhas como forma de honraria. […]

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    Pingback por São Luis do Maranhão – sua história e culinária « A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini — abril 15, 2012 @ 15:14 | Responder


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