A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

agosto 4, 2010

Roma – a cidade eterna!

Quando cheguei a Roma, senti que seria varrido para além da anarquia da cidade, por conta das imensas hordas de turistas.

Eu tinha sido alertado sobre os ladrões e batedores de carteira, mas não me preocupei com isso, visto que eu não poderia girar ao redor para ver as pessoas atrás de mim e que eram muitas e por todos os lugares que passei, e muito menos determinar se elas estavam de olho em minha mochila.

Fontana di Trevi

Logo estava fazendo um passeio pelas ruas de tráfego louco de Roma e comendo uma pizza al taglio – a melhor que já provei. Na Itália, Pizza al Taglio é uma variedade de pizzas assadas em grandes bandejas retangulares, e geralmente vendida em fatias retangulares, em peso, com os preços marcados por quilo ou 100 gramas. As variedades mais simples incluem a pizza Margherita (molho de tomate e queijo), pizza bianca (azeite e sal), e rossa Pizza (molho de tomate e só). Outros recheios típicos incluem alcachofras, espargos, beringela, carne moída e cebola, batatas, prosciutto, salame, salsicha, trufas, abobrinha e azeite. A maioria das variedades são limitadas a umas poucas coberturas. Pizza al Taglio é um alimento popular casual na Itália, onde por muitos anos tem sido um caminho comum para as pessoas fazerem um lanche rápido ou refeição. A moda pegou em muitos outros países, com diferenças nos estilos de crostas, e coberturas, adequando-a às suas próprias culturas.

Museu do Vaticano

Depois volto a falar mais sobre Roma, onde fiquei três dias. No dia após minha chegada, fui conhecer a cidade do Vaticano. Um modelo de eficiência perante de Roma, que é caótica – mas maravilhosa! Lá, eu encontrei ruas bem conservadas e bem comportadas no que diz respeito ao tráfego. Não são como as avenidas romanas – todas bagunçadas – as avenidas foram definidas pelo número de carros que cabem um ao lado do outro e as calçadas são amplas.

Coliseo

Chegando ao Vaticano, um baita susto – a fila gigante para entrar no Museu do Vaticano parecia um enorme rio, longa e lenta, mas que flui para o labirinto mais fantástico, maravilhoso, mais tudo, etc. etc. em que já estive na vida – os corredores e salas que formam o museu do Vaticano. Ao longo do caminho, os sinais prometidos e sempre esperados por quase toda uma existência – placas sinalizadoras indicavam que logo chegaria  Capela Sistina. Mas, primeiro, não poderia de deixar de lançar um olhar através da incrível coleção de arte – todas furtadas do Egito e da Grécia e da Turquia e milhares de outras terras. Farei mais um post com detalhes depois.

Capela Sistina

Ao longo do caminho, eu vi as esculturas dos imperadores romanos, incluindo Claudius, o neto do imperador Augustus, que supostamente ansiava por um regresso da República. Infelizmente, Claudius, e agora com o recuo de cerca de dois mil anos de história, podemos dizer que seu sonho era uma miragem. Uma maré inevitável de acontecimentos superou seus anseios.

Capela Sistina2

O ponto culminante do dia na Cidade do Vaticano veio quando eu vi a Capela Sistina. Michelangelo passou quatro anos de sua vida pintando aquela maravilha, talvez o maior tributo solitário de um ser humano para a glória de Deus. De 1508-1512, o Papa Julius II impulsionou-o com as promessas do Céu, mas também com as ameaças do inferno. E funcionou!

Capela Sistina3

Bem, se esse trabalho não redimir Michelangelo quando chegar o Dia do Julgamento, queridos amigos, então estamos perdidos. Michelangelo colocou muito mais que amor naquilo tudo. Alguma coisa dentro de você fica abalada ao ver a Capela Sistina. É como se uma inquietação profunda descesse até você e o mundo em que vivemos fica lá fora e tudo o mais que tem nele não importasse mais, tudo o mais parece ser lavado e desbotado. Falarei mais sobre isso depois também.

Coliseo - vista interna

Fiz outras visitas em igrejas e tempos. Todos maravilhosos e sempre com a solenidade do Sagrado.

Mas também vi as obras do homem, simples mortal e  que sempre quer estar em cima de seu castelo de areia diante do restante da civilização. Como dizem – tudo começou com Roma. Então fui visitar também o Coliseu, antes chamado de Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão do latim Coliseum, devido ao colossus de Nero que ficava perto da edificação. A construção do Coliseu foi iniciado por Vespasiano, no ano 70 da nossa Era, e finalizado pelo seu filho, Domitianus. O edifício foi inaugurado por Titus, em 80, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 55.000 espectadores, constando com três andares. No reinado de Severus Alexander e Gordianus III, é ampliado com um quarto andar, ampliando para cerca de noventa mil espectadores. A grandiosidade deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios. Pão e circo! Pão e circo! E, se isso significasse a chacina de escravos, párias sociais, e animais assustados? Eles não estavam nem aí para isso. Bem, est Roma locuta, Causa finita est (Roma falou, a causa está encerrada).

Detalhe do altar na Basílica de San Pietro - Vaticano

Depois do Coliseu, andei ao redor das ruínas na área: o Panteon, la Fontana de Trevi. Tanta coisa para ver, tanta coisa para experimentar, para aguçar os sentidos. Eu senti-me oprimido pela história profunda como a sabedoria de um santo profeta.

Tenho muito para falar sobre Roma. No próximo post eu continuarei.

2 Comentários »

  1. Continua… Estou querendo ler mais sobre sobre este instante

    Curtir

    Comentário por Irany — agosto 4, 2010 @ 16:48 | Responder

  2. Oi Augusto, nossa, como adoro ler tudo o que você escreve… sabe que amo a Itália (meu sonho de consumo rs) e quando tenho a oportunidade viajo em pensamento. Fico imensamente feliz por saber que alguém tão especial quanto você, passou momentos inesquecíveis por lá e ainda nos agraciou com os detalhes, as fotos, os comentários e as informações muito úteis para quem, espero, um dia, vá dar uma passadinha por lá.
    Obrigada por mais esta etapa.
    Bjs.

    Curtir

    Comentário por Ivana — agosto 4, 2010 @ 19:46 | Responder


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