A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

maio 12, 2010

Florença ou Firenzi… a cidade da arte!

 
Florença, a capital da Toscana, centro histórico e cultural do renascimento (berço do renascimento do italiano!), é universalmente considerada uma das mais belas cidades do mundo. Banhada pelo rio Arno, foi fundada pelos etruscos (há controvérsias), e permaneceu uma pequena localidade durante o Império Romano, tendo apenas ganho importância já na alta Idade Média.  Florença é um centro urbano com todas as comodidades da vida moderna, emolduradas num ambiente histórico único.

David, de Michelangelo

Patrimônio Mundial da humanidade, tanto a nível arquitetônico como cultural, Florença prima por ser a cidade italiana com mais monumentos por metro quadrado. Para quem visita Florença, existem dois pontos de referência que são impossíveis de não ver. Um é a Igreja de Santa Maria Novena, que fica em frente da Estação com o mesmo nome, e o outro, é a cúpula da Duomo, a fantástica Catedral da cidade dos Médici.

Mantendo estes dois pontos de referência, por mais voltas, praças e ruas que conheça, nunca se irá perder. Atravessar o centro histórico de Florença de uma ponta à outra, demora cerca de 30 minutos, mas com tamanho número de monumentos, prepara-se para perder muito mais tempo a atravessar a cidade.

O Duomo
 
No centro histórico se encontra o complexo do Duomo – em praça que leva o mesmo nome, formado pela igreja de Santa Maria del Fiore (obra prima gótica dos séculos XIII-XIV, inicialmente um projeto de Arnolfo Cambio e construída sobre ruínas da precedente Igreja de Santa Reparada, da qual se podem visitar as bases nos subterrâneos do atual Duomo. Uma das mais intigantes curiosidades é a fachada que data de 1875-87, sobreposta pela cúpula de Brunelleschi (1419), o conjunto dos edifícios se completa com o Batistério – um esplendido exemplo de arquitetura românica florentina do século XI, caracterizado pela bicromismo dos marchetados de mármore e com o campanário de Giotto (do ano de 1334, com a altura de 84,7 metros). Maravilhoso!

Você ainda poderá delirar com a arquitetura da igreja românica florentina de São Miniato al Monte, do séc. XI; das igrejas góticas de S. Croce do século XIII, sendo esta também obra de Arnolfo Cambio, que em seu interior contém as “tumbas dos grandes” que inspiraram o poema “Os Sepulcros” de Ugo Foscolo; a igreja de Santa Maria Novela (1246-1360), com a fachada da fase de 1400 de L. B. Alberti e que em seu interior conserva as obra primas de Giotto, de Masaccio, de Lippi, do Ghirlandaio e de Paolo Uccello e, também, um Crucifixo esculpido por Brunelleschi; poderá ver também o Orsanmichele, que é um particular edifício sagrado do XIV-XV, com duas naves, que provêm de um pórtico; a Igreja de Santa Maria del Carmine, com a Capela Brancacci afrescada por Masaccio; a Igreja da Santíssima Trindade, gótica com fachada de B. Buontalenti; e em seguida poderá visitar as igrejas projetadas por Brunelleschi, Santo Espirito (XV) e São Lorenzo (1442-46) com a Capela Medicéa e balconada por Michelangelo e, púlpitos de Donatello. E isso não é só…

A catedral de Santa Maria del Fiore - obra prima gótica dos séculos XIII-XIV, inicialmente um projeto de Arnolfo Cambio e construída sobre ruínas da precedente Igreja de Santa Reparada, onde está o Duomo.

Tem também os edifícios civís, como: o Palácio Vecchio (1299-1314) provavelmente projetado por Arnolfo di Cambio, e Porticado dei Lanzi (XIV), o Palácio del Bargello (1255-1346) que é a antiga sede do podestade e do chefe da justiça, hoje sede do prestigioso museu dedicado às esculturas florentinas; a maravilhosa e estonteante Ponte Vecchio (1345);  o Porticado della Signoria, conhecido como da Orcagna (do século XIV); o Spedale degli Innocenti (1426) de Brunelleschi; o Palácio Rucellai de L. A. Alberti; o Palácio Medici- Riccardi (1444-59) de M. Michelozzi com afrescos de B. Gozzoli; o Palácio Strozzi (1489-1508) de B. Da Maiano e G. Da Sangalo; Palácio dos Uffizi (1560) de Giorgio Vasari. Pensa que acabou? Não!!!
Ponte Vecchio – a mais antiga da cidade. Em cima dela existem muitas joalherias, e é passando entre essas lojas que você chegará ao Palazzo Pitti.

Tem também os museus: o Museu da Opera do Duomo, que conserva grande parte das esculturas e das obras originais criadas para a decoração do próprio Duomo; a Galeria dos Uffizi, Galeria Pitti ou Palatina, Galeria da Accademia ( em grande parte dedicada às esculturas de Michelangelo, entre os quais o David de 1504 – que ao bater o olho as lágrimas descem, de tão perfeita!), a Galeria de Arte Moderna, o Museu Nacional do Bargello, o Museu do Convento de São Marco dedicado à arte de B. Angelico, o Museu Stibbert com a maravilhosa coleção de armas e armaduras antigas, o Museu Horne para visitar uma casa florentina com decorações originais, etc., etc.

Como esquecer Florença? Impossível. Estive na cidade em meados de 2007. E trabalho, só para revê-la um dia! 
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6 Comentários »

  1. Oi Augusto… você me fez viajar… fez brotar lembranças adormecidas no meu coração, dos comentários dos meus nonos e bisnonos…

    Sou descendente de italianos e como tal, sonho um dia poder conhecer a terrinha de onde viemos… Italia querida! Lá temos alguns marcos da família que ainda conhecerei como por exemplo a travessa chamada Via Giuseppe Mazzini(bisnono)entre outros. Amo amar a Itália nostra.

    As imagens, os comentários, tudo maravilhoso. Obrigada meu anjo!

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    Comentário por Ivana — maio 12, 2010 @ 18:52 | Responder

  2. Muito bom, ler coisas de história. Espero um dia poder ir com vocês dois ver de perto estas maravilhas. Fazermos fotos maravilhosas.

    Beijosss

    Laly

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    Comentário por Irany — maio 12, 2010 @ 22:43 | Responder

  3. Augusto,

    Que vontade me deu de voltar pra Itália…
    Ainda mais agora que descobri a parte da família que ficou lá. Pois é, minha família já existia em 1480 e tem até site: http://web.ticino.com/cavariani/
    O dia que for a Firenzi vou levar este texto com suas indicações.
    Abbraccio.

    Gui

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    Comentário por Egberto — maio 13, 2010 @ 3:07 | Responder

  4. Muito me apraz contemplar toda obra de arte que me conduz ao conhecimento!

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    Comentário por Antonieta de Sant'Ana — abril 20, 2011 @ 15:43 | Responder

  5. Infelizmente… só vi os defeitos da cidade… talvez porque fiquei algum tempo na Alemanhã e me acostumei com a estrutura e organização desse povo… levei um choque entrando na cidade… transito ridiculo, lugar fedido, pessoas urinando nos becos, uma gangue em torno do porcellino, saia até briga pra pegar as moedinhas! E não entendi muito bem, paguei 8euros para subir no Duomo, e não tinha acesso dentro da catedral que é grátis! O tão famoso mercado de couros! fala sério… Bom, opiniões a parte, vejo que há grande arte por toda a cidade, porém muito mal zelada…

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    Comentário por Carlos — outubro 18, 2011 @ 16:38 | Responder

    • Oi Carlos.

      Que pena que teve essa impressão ruim de Florença.
      Quanto ao trânsito, achei caótico em qualquer uma das cidades que visitei.
      Quanto ao cheiro – olha, para mim, que moro em São Paulo e no centro, nada supera essa cidade em fedor.
      Abraços.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — outubro 18, 2011 @ 16:42 | Responder


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