A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

dezembro 6, 2008

A Esterilização de Cães e Gatos – Um Ato de Amor

Filed under: Animais,Educação,Eutanásia em animais — Augusto Martini @ 13:01
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“Virá o tempo em que as pessoas civilizadas olharão para trás com horror para a nossa geração e aqueles que a precederam: a idéia de comermos outros seres vivos que se movimentam em quatro patas, de os criarmos apenas para os matar! As pessoas do futuro dirão enojadas “comedores de carne!”- e irão julgar-nos da mesma forma que julgamos os canibais e o canibalismo.”
Dennis Weaver

Em nosso País e no resto do mundo, a população de animais de companhia, em sua grande maioria cães e de gatos, cresce dia após dia. E o problema não se resume somente aos animais que já estão nas ruas. Este aumento é determinado não só pela reprodução descontrolada dos animais de rua, mas também pelo acasalamento indesejado dos animais que têm um lar. São muitas as ninhadas que são abandonadas em terrenos baldios, sendo que os filhotes que sobreviverem irão gerar mais e mais animais que terão um destino incerto. Muitas são as pessoas que permitem que os seus animais andem pelas ruas, não tendo nenhum controle sobre os acasalamentos. E a história repete-se e foge do controle: gestação indesejada, ninhada abandonada, mais cães e gatos nas ruas…

Infelizmente, nem todos aqueles que nascem conseguem um bom lar. São muitos mais os animais que nascem do que os lares que existem para eles. Por esse motivo, milhares de animais são sacrificados todos os anos nos centros de zoonoses, simplesmente porque ninguém os quer. A grande maioria dos animais que são mortos não é idosa, não estão feridos, não estão doentes nem são anti-sociais. Muito pelo contrário, são jovens, bonitos, sociáveis, amigáveis e brincalhões. Vale frisar que isto não ocorre apenas com animais sem raça definida. Cada vez mais são também abandonados e entregues em aos centros de zoonoses os animais de raça definida, às vezes até com pedigree.

Outro lado negro dessa realidade são os animais que morrem todos os anos devido a abandono, negligência, abuso, atropelamento, frio, maus tratos, fome ou crueldade. Não existem dados sobre o número de animais, mas todos sabem que é demasiado elevado.

O problema da superpopulação é um problema real e cada vez mais grave. Segundo a WSPA (Sociedade Mundial Para a Proteção dos Animais), uma única cadela, com uma vida reprodutiva de 6 anos, poderá dar origem a 6.000 descendentes, enquanto uma gata em apenas 2 anos poderá deixar 2.000 descendentes. Segundo estudos realizados nos EUA, 30 a 60% dos gatos não esterilizados tornam-se gatos de rua. São números realmente assustadores, desconhecidos da maioria das pessoas. Atualmente, a solução para este problema continua sendo o sacrifício sistemático e indiscriminado dos animais de rua. Contudo, não podemos mais continuar tolerando a redução da população canina e felina com a captura e eutanásia dos animais. Este procedimento é, no mínimo, ineficaz.

Não seria mais humano e racional evitar o nascimento de tantos animais? A solução é simples: se as pessoas que desejam compartilhar a sua vida com um animal esterilizassem os seus animais e adotassem animais dos centros de zoonoses, a superpopulação de animais diminuiria e, um dia, cessaria. A criação e a reprodução de animais com fins lucrativos diminuiriam e cessariam também, à medida que a procura dos consumidores fosse diminuindo.
A esterilização é a solução mais eficiente para diminuir o número de animais abandonados e ajuda a evitar o nascimento de animais indefesos que não encontrarão um lar ou que acabarão morrendo depois de muita dor e sofrimento.

Além de ser a melhor e mais eficaz arma contra a reprodução indiscriminada e conseqüente superpopulação de cães e gatos, a esterilização proporciona outras vantagens. Quanto mais jovem o animal for esterilizado, melhor para a sua saúde.

A esterilização das fêmeas elimina a possibilidade de virem a contrair cancro do ovário ou do útero, tipos de cancro comuns em fêmeas não esterilizadas. Ainda nas fêmeas, outra vantagem da esterilização consiste na prevenção de um processo inflamatório do útero que, se não for tratado a tempo (o tratamento inclui a esterilização), poderá conduzir à morte do animal. Também evitada com a esterilização é a pseudociese, vulgarmente conhecida como gravidez psicológica ou falsa gestação, que é um distúrbio hormonal bastante comum nas fêmeas.

Além disso, as fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio (aproximadamente aos seis/sete meses) têm um risco praticamente nulo de desenvolver tumores mamários. Infelizmente, o cancro mamário é, de longe, o mais freqüente nas cadelas maduras e não esterilizadas; aproximadamente 50% a 60% dos tumores mamários caninos e 90% dos tumores mamários felinos são malignos. À medida que os cios vão ocorrendo, os riscos da fêmea contrair cancro mamário vão aumentando.

Quanto aos machos, é um fato que a esterilização pode contribuir para diminuir a agressividade com outros machos e a briga por fêmeas. O ritual da demarcação de território com urina e os comportamentos possessivos ou dominantes tendem também a diminuir, bem como a ansiedade e o hábito de fugir ou de montar noutros animais e pessoas. No entanto, convém salientar que a esterilização não muda nada em relação à defesa territorial e agressividade por medo, ou seja, a esterilização não deixa o cão menos ou mais medroso, nem interfere no seu instinto de guarda. A personalidade do animal não muda.

Sob outro aspecto, a esterilização também poupa o animal de algumas reações instintivas relacionadas com o sistema reprodutor. Por exemplo, os machos ficam muito mais tranqüilos, pois a produção de hormônios sexuais é suprimida ou praticamente reduzida com a esterilização. Estes hormônios são responsáveis por inquietações decorrentes da impossibilidade de acasalar.

Uma outra vantagem é o fato de os animais esterilizados terem menos tendência a fugir, levando uma vida mais segura, longe dos inúmeros perigos da rua. Diminui assim o risco de contraírem doenças venéreas transmitidas pelo ato sexual ou ainda doenças transmitidas por mordidas de outros animais. Diminui assim também o risco de atropelamento, que tão frequentemente leva à morte dos animais.

A esterilização não causa nenhum mal físico nem psicológico aos animais. Muito longe de ser uma mutilação, ela favorece a saúde e ajuda a evitar a reprodução descontrolada de animais que acabam sofrendo verdadeiras atrocidades nas ruas.

Convém frisar que estes argumentos são fatos cientificamente comprovados – não se trata apenas de opiniões.

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2 Comentários »

  1. Tudo q se relaciona com cachorros eu gosto de ler, ver, assistir. Adoro cães, tenho 9 e gosto de me informar e tomar conhecimentos de tudo q diz respeito a eles, se puder me enviar e-mail,nesse sentidoe agradeço e muito, abraço Maria de Jesus (Mariinha)

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    Comentário por Mariinha Toscano Nunes — fevereiro 14, 2012 @ 20:36 | Resposta

    • Oi Mariinha.
      Agradeço pela visita ao blog e por ter deixado um comentário. Pode deixar que se tiver ou souber de alguma novidade a respeito lhe enviarei.
      Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — fevereiro 15, 2012 @ 18:13 | Resposta


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