A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

abril 15, 2006

Por Uma Nova Consciência Ecológica

Filed under: Cidadania — Augusto Jeronimo Martini @ 18:23
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Nos dias atuais, Ambiente é uma palavra usual na política, na educação, na legislação, na televisão… O único senão é que é muito fácil de pronunciar, mas é de difícil compreensão. O Dicionário da Língua Portuguesa, dá algumas definições de Ambiente como algo “que rodeia os corpos por todos os lados” ou “o ar que se respira” ou “meio social em que se vive” ou ainda  “conjunto de coisas que nos cercam”, embora seja originário do latim “ambiente-“, “que anda em volta de”.  Vamos analisar melhor essas definições.

“Que rodeia os corpos por todos os lados”.

O que é que nos rodeia? O ar, mas não só isso. Também a água, a terra e a paisagem, rural ou  urbana, fazem parte do Ambiente. Todos estes elementos nos rodeiam e todos eles contribuem  para um melhor bem estar dos locais onde vivemos. E, certamente, não podemos afirmar  que estejamos rodeados de um bom ambiente. O ar, em virtude das florestas que ainda nos rodeiam está aceitável, mas as indústrias que trabalham sem qualquer tipo de filtro  nos equipamentos, que expelem os mais variados tipos de gases e detritos para a atmosfera,  não nos fazem vislumbrar um bom futuro. A água, em muitos de nossos rios continua colorida! Pode-se ver rios em tons de verde, vermelho, amarelo ou azul, entre o  cinzento e o castanho… A terra, que está em contato com o ar e que é irrigada por “águas coloridas”, também não está muito bem de saúde. Salva-se a paisagem, que com alguma paciência tem sido reconvertida nos piores locais e minimamente preservada nos locais onde ainda não havia sido atacada. Mas parece-me que podemos vislumbrar dias de tempestade, tal é a pressão construtiva em alguns desses locais ainda imaculados…

“O ar que se respira”.

Por vezes o ar que respiramos é  “bafiento”! Aqui em São Paulo, onde trabalho, é sempre assim. Aí em Rio Claro, podemos senti-lo pior nas proximidades da Avenida Visconde do Rio Claro, perto de algumas indústrias, em época da safra canavieira…É que há coisas complicadas de engolir, já que certos “detritos” insistem em não desaparecer de circulação mesmo depois de “filtrados”. E o ar podre que se respira, por isso, é tóxico, podendo fazer mal a quem se aproximar desses centros de poluição.

“Meio social em que se vive”.

É verdade que muito do ambiente é o resultado do meio social em que se vive. A consciência ecológica nos países nórdicos e anglo-saxônicos é incomparavelmente superior à nossa aqui no Brasil, porque a mentalidade deles é diferente da nossa – para melhor, é claro. E uma geração com consciência ecológica é geração aberta a enfrentar o futuro com sentido de preservar todo o vasto e rico patrimônio ambiental que herda da geração anterior. Nos confins do Brasil ou nos grandes centros urbanos, não há consciência ecológica! A ecologia é um excelente veículo de propaganda, eleitoral e de promoção pessoal, mas pouco daquilo que prometem é concretizado ou rende frutos efetivos. E com a precária escolarização e a fraca atenção dada pela escola às questões ambientais, tão cedo o meio social não vai ser alterado…

“Conjunto de coisas que nos cercam”.

Cerca-nos a poluição, seja ela visual (a cada final de semana que vou para Rio Claro, fico assustado com as placas comerciais que avançam cada vez mais para o meio da rua. Onde está a Secretaria do Meio Ambiente? Não é consultada?), com impacto na natureza (as pedreiras e cerâmicas existentes nas redondezas de Rio Claro, deixando a paisagem parecendo alvo de um atentado ou queda de algum meteoro!), os rios que apesar dos programas de despoluição que consomem milhões continuam alegremente coloridos e com muitos despejo de dejetos, a destruição dos (poucos) espaços verdes que existiam na cidade (fico cada vez mais triste a cada visita que faço na Floresta Estadual) , ou as indústrias que continuam poluindo, prejudicando a qualidade de vida do cidadão.

Mas então se o nosso Ambiente é isto, se o “que anda em volta de” nós é esta desgraça (entre  muitas outras que não posso enumerar aqui, já que o espaço disponível no site não permite alongar muito!) o que é preciso fazer?

Por exemplo, implementar o uso de energias alternativas. Temos sol, mar e vento disponíveis,  mas não os aproveitamos de forma nenhuma. Quanta da nossa energia é produzida desta  forma? Por exemplo, criar condições para reunir as indústrias em parques industrias dotados  de sistema de tratamento de resíduos e que possam usufruir de acessibilidades como as linhas de  estradas de ferro, sucateadas em nosso país. Por exemplo, implementar o uso de veículos que se movam com outros meios menos poluente que  gasolina ou óleo diesel. Para tal, o Estado devia dar o exemplo e “obrigar” os seus transportes públicos (e privados) a consumirem um combustível mais ecológico. Por exemplo, e por último, incrementar a consciência ecológica nas novas gerações desde a mais tenra idade através de disciplinas específicas de cultura geral (onde não só aprendessem a respeitar o ambiente, como também civismo, que é meio caminho andado para respeitar o que quer que seja!).

Mas eu pergunto: quando chegará esse dia?

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