“Somos o que pensamos. Tudo o que somos provém dos nossos pensamentos. Com os pensamentos fazemos o mundo.”
(Dhammapada)

Os melhores momentos para meditar são durante o nascer e o pôr do sol. O nosso corpo tem tendência a criar hábitos de acordo com os nossos horários - meditar sempre à mesma hora facilita o processo de concentração. Para além disso, assim que estivermos habituados é o nosso próprio corpo que nos chama para meditar.
Estar em Samadhi é entrar em um estado de profunda concentração. E isso você consegue com a prática de meditação. Corpo imóvel, respiração profunda e inicialmente observada, a expiração lenta sob tensão do abdomem, a musculatura relaxada, o corpo como uma estátua, a mente em completa atenção, longe de qualquer fantasia… Essas são as condições para o Samadhi. Quando ele surge nada mais é observado, a mente se torna livre de pensamentos obsessivos e invasivos, não faz mais associações, a percepção do mundo em torno de você fica cada vez mais nítida. É como se a mente deixasse de funcionar, ficando num estado de pausa temporária, absorvida na Essência do Universo. Este é o verdadeiro Yôga. Quando a mente volta a funcionar há um intenso sentimento de alegria interior, bem-aventurança, que preenche totalmente o praticante.
Assim, pode dizer-se que o último estágio da prática da meditação consiste em não pensar em nada.
Isso não quer dizer que “não pensar em nada” seja a melhor forma de meditar. Geralmente isso resulta em “pensar em não pensar em nada”, “pensar se se está pensando ou não” e outros pensamentos curiosos, mas que não são o objetivo da prática de meditação!
Ao tentar não pensar em nada o praticante esforça-se por não criar nenhuma vibração na mente, mas a mente fica mais e mais suscetível a qualquer vibração.
Nesse sentido, no Tantra Yôga surge a utilização de mantras. A palavra mantra é composta por duas raízes acústicas: “man” é a raiz acústica de “mente” e “tra” é a raiz acústica “expansão”. O mantra é então “aquilo que expande a mente”.
Os mantras são conjuntos de sons que são repetidos mentalmente durante a prática. Através de características específicas esses sons ajudam a mente a concentrar-se, a focar-se, criando no corpo e mente do praticante uma vibração mais forte que as vibrações individuais dos pensamentos isolados e estímulos sensoriais que surgem continuamente.
Portanto, o mantra foca a mente do praticante numa única idéia ou vibração. Para a meditação ser apropriada essa idéia ou vibração tem de ser infinita e ligar o praticante à sua essência espiritual.
Em resumo – em vez de não pensar em nada, o praticante vai deliberadamente criar uma vibração cósmica na sua mente, a mais intensa possível, na qual são absorvidas todas as vibrações que naturalmente perturbem a concentração.
À medida que o praticante desenvolve a sua capacidade de ligação a essa vibração universal um sentimento de bem-aventurança e harmonia com o universo surge naturalmente.
Por meio de técnicas do Yôga é possível suspender o funcionamento da mente momentaneamente. Nesse estágio o praticante não estará mais pensando em nada.
No verdadeiro estado de Yôga a mente do praticante funde-se na Consciência Cósmica e ele sente que um Amor Infinito permeia todo o universo.
Você já deve ter lido em algum lugar que a meditação pode trazer benefícios físicos e mentais a quem a pratica com regularidade.
Segundo estudos médicos, os seus benefícios variam entre o desenvolvimento da capacidade de concentração e de raciocínio a melhorias na atividade do sistema imunológico, alivia insônias e problemas relacionados com a tensão diária. Mas aqui cabe uma advertência – quem medita regularmente não deixa de contrair doenças, de sofrer, de morrer. A meditação não é um meio para se alcançar a imortalidade física ou para se libertar das leis da natureza. Ver as coisas da maneira como elas são, incluindo nós mesmos, é o principal motivo que leva os praticantes a meditarem.
Na prática de meditativa de Ananda Marga, que é a que utilizo, o ensino de meditação é realizado de forma gratuita e individual, por professores qualificados (Acharyas), e inclui um mantra pessoal.
Mas, quem não tem um mantra pessoal, poderá se utilizar do mantra universal Baba Nam Kevalam (“A essência de tudo o que existe é um Amor Infinito ou uma Consciência Infinita”, ou seja – Tudo é amor!). Qualquer pessoa entoá-lo, independentemente de ter aprendido um mantra pessoal.
Pratique meditação. Namaskár!
Amei seu post!!!
como sempre, sintonia total com meu pensamento!
Abraço!
Comentário por RoPertile — janeiro 26, 2012 @ 9:39 |
Namaskár, Rosangela! Muito obrigado.
Comentário por Augusto Martini — janeiro 26, 2012 @ 9:40 |
Por que praticar meditação?
Por tudo o q vc escreveu neste post e também indico, para engrossar este caldo positivo, os dois links abaixo:
1) Denise Menezes é uma grande neurologista. De acordo com ela temos que desmistificar o que é meditação e realmente incluí-la na nossa rotina. É importante entender essa relação entre o cérebro, as emoções e a meditação!
http://www.dradenisemenezes.com/meditacao.html
2) Meditação Instituto Nyingma : Por meio da meditação podemos ensinar nossa mente a ser calma e equilibrada. Dentro dessa calma há uma riqueza e um potencial conhecimento interior que pode tornar nossas vidas plenas de satisfação e significado.
http://www.nyingma.com.br
Namastê
Comentário por vera helena — janeiro 28, 2012 @ 10:58 |
Olá, Vera.
Agradeço pela visita e pelo comentário. Abrs
Comentário por Augusto Martini — janeiro 29, 2012 @ 12:59 |