A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

outubro 4, 2011

Dia 04 de outubro – Dia de São Francisco de Assis, o patrono da Ecologia!

Para os católicos, ou para aqueles que se preocupam com a saúde dos bichos e desejam sempre a proteção deles, hoje é dia de rezar para São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais.

Sumário Cronológico da Vida de Francisco de Assis

Francisco tinha um carinho especial pelos bichos e por isso foi nomeado como padroeiro dos animais. Ele é o meu santo de fé! Hoje, não fui almoçar para ir até a Igreja de São Francisco, que fica ao lado da Faculdade de Direito no Largo de São Francisco para tomar sua benção. E qual não foi minha surpresa de encontrar a igreja lotada, como sempre, aliás, mas com um diferencial – Eudóxia de Barros, a pianista brasileira, importante figura da música erudita do Brasil, que começou seus estudos de piano ainda pequena, aperfeiçoando-se na França, Estados Unidos e Alemanha, tocava seu piano dentro da igreja, interprentando obras de Franz Liszt.

Eudóxia passou por grandes professores como Magda Tagliaferro e o compositor brasileiro Osvaldo Lacerda, com quem é casada atualmente. Venceu por unanimidade o concurso para solista da North Carolina Symphony, e foi solista da Cleveland Philharmonic Orchestra. Gravou 31 discos e recebeu o Prêmio Nacional da Música, outorgado pela Funarte em 1995. Com esse som, senti-me ainda mais perto de Deus. Mas, voltemos ao assunto do post. Quem foi São Francisco de Assis?

Filho de comerciantes nascido em Assis em 1182. Sua família tinha grandes posses. Francisco era chegado em festas, mas não negava esmola. Aos 25 anos, ele passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Ele fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos, em 1209. Morreu em 04 de outubro de 1226, com 44 anos. Dois anos depois, ele foi canonizado pelo papa Gregório IX.

Imagem fotografada em Vitória/ES

Um homem rico que adotou a pobreza, que foi santo, que foi poeta, ecologista, pacifista, renovador, irmão de todos os seres e que respeitando e venerando acima de tudo a Deus, Jesus Cristo e Maria sua Mãe criou o seu próprio caminho, trilhando em meio a grandes dúvidas e dificuldades, sempre apoiado na sua Fé, no Evangelho e nos seus longos momentos de meditação em que permanecia várias horas em comunhão com Deus recebendo seus ensinamentos e orientações.

Filho de Pietro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade de Assis, província da Umbria no centro da Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante de tecidos, que viajava frequentemente em negócios principalmente para França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias. Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. A mãe de Francisco, foi de fato a mulher da sua vida e foi ela que emocionado muitas vezes invocou. Francisco sempre nutriu uma atenção e um carinho especial pela relação materna em geral. A sua grande ligação espiritual a Maria, mãe de Jesus, é mais um sinal do seu particular respeito e Amor pelas mães de todo o mundo. Era frequente usar a relação materna em geral, como exemplo de Amor nos seus diálogos e pregações. Em relação ao pai, apesar do amor e respeito que nutria por ele, a relação não foi um exemplo e assim conheceu alguns episódios desagradáveis, nomeadamente quando Pietro prendeu Francisco na cave de sua casa para que este não pudesse sair para suas meditações, para visitar os leprosários e para praticar caridade junto dos menos favorecidos.

O santo dos animais

É natural, que a relação de pai e filho tenha sido afetada pelas longas ausências de Pietro.

Francisco teve um irmão, de que a história pouco fala. Francisco de Assis, é hoje amado e venerado em todo o mundo cristão e um pouco mais além disso. E porque é assim? O que nos deixou ele, capaz de nos apaixonar tanto, assim como apaixonou nossos pais e apaixona nossos filhos?

Aos nossos olhos limitados, Francisco não nasceu para libertar o mundo dos erros humanos, não nasceu de uma Virgem… Aos nossos olhos limitados, Francisco foi alguém em quem somos capazes de encontrar as mesmas limitações, as mesmas dúvidas, os mesmos devaneios, os mesmos erros que encontramos no mais íntimo do nosso Ser. O que Francisco de Assis nos veio mostrar, foi que também nós somos capazes. Ele nos mostrou que todos nós, sem qualquer exceção, somos capazes de mudar o mundo, provocando a mudança no nosso Ser. Ele nos ensinou que também nós somos capazes de sentir o Amor Incondicional, de Amar os nossos inimigos, de curar, de espalhar a Paz.

Francisco de Assis nasceu numa família abastada e teve uma juventude recheada de momentos de alegria e diversão. Francisco era muito benvindo entre os jovens de seu tempo. Ele era muito divertido. Facilmente se entregava a noitadas. Financiava banquetes com os seus amigos, interpretava serenatas às portas das jovens pretendidas, corria pelas ruas de Assis em cantigas e gritos de alegria, muitas vezes animados pelo vinho dos banquetes e das festas. Era um tormento para os habitantes de Assis, cujo sono era frequentemente perturbado por Francisco e seu grupo de amigos. Francisco era admirado pelas jovens donzelas que se deixavam contagiar pela sua alegria e espírito livre. Aos domingos, na Igreja de S. Rufino os olhares se cruzavam e todos conheciam o jovem Francisco Bernardone. Francisco sentia repugnância pelos leprosos, evitando cruzar-se com eles nos caminhos e aos pobres não reservava mais do que uma pequena esmola pontual.

Basílica de São Francisco, em Assis, Itália

Sonhava com a conquista de glória e riqueza como todos os jovens da sua época, e lutou em defesa dos interesses dos nobres de Assis. O fato de ter sido derrotado e preso não o demoveu de algum tempo depois se alistar no exército do Papa e deixar Assis em busca de conquistas e glória pessoais. No entanto, a sua aventura pouco durou e Francisco regressou sentindo que algo em si tinha mudado. Daí em diante, foi a luta interna de alguém que gradualmente foi vencendo um e outro obstáculo da sua personalidade, até finalmente se despir em público, na praça Stª Maria, entregar tudo o que possuía ao pai, que não era mais do que as roupas que trazia no corpo, e renascer para uma nova vida.

Cada um de nós consegue identificar-se com as vaidades e desejos do jovem Francisco. Não somos todos nós vaidosos, em menor ou maior intensidade? Não nos entregamos com certa facilidade a festas e comemorações, que na realidade na maioria das vezes não têm outro objetivo que não seja manter-nos distraídos e abstraídos do essencial na vida? Não somos muitos de nós ambiciosos, dedicando uma parte importante do nosso tempo na luta para a conquista de prestígio e acumulação de bens materiais e ainda para defender o património conquistado?

Amar que ser amado, pois é dando que se recebe e é perdoando que se é perdoado…

Francisco Bernardone é alguém com quem nos identificamos facilmente. Cometeu erros, e até se modificar, levou uma vida de usufruto da riqueza acumulada pelo pai. Mas tomou a decisão de seguir o caminho de regresso a Deus. Não tomamos já a mesma decisão muitos de nós? Pensam que Francisco não vacilou no seu Caminho de fortalecimento espiritual? Julgam que ele não teve terríveis momentos de dúvida, de desespero até? Tal como todos nós… Qual a diferença então? Francisco de Assis mostrou-nos que até nós somos capazes de uma obra grandiosa e bela como a dele, mas porque não o estamos conseguindo então?

A diferença fundamental é que Francisco decidiu buscar o caminho de regresso a Deus e lançou-se, determinado nesse propósito. Uma das diferenças reside portanto na coragem, na coragem de romper com tudo o que nos prende, tudo o que nos limita o espírito. Mas muitos outros seguiram Francisco e ingressaram no seu grupo, tornando-se Irmãos Menores. Alguns deles vacilaram, alguns mais tarde abandonaram Francisco. É que eles, tal como nós e tal como o Irmão de Assis tiveram terríveis momentos de dúvida. Dúvidas em relação ao caminho que tomaram em suas vidas, à sua opção de abraçar a Dama Pobreza – como lhe chamava Francisco de Assis – e medo de prosseguir, medo da exposição ao ridículo. Francisco teve as mesmas dúvidas, pior até, já que as tinha por ele próprio e mais tarde pelos Irmãos Menores à sua responsabilidade. Teve medo de estar errado, teve receio do ridículo a que se submeteu. A diferença foi a perseverança, alicerçada na sua coragem – mais uma vez – e num Amor que crescia dentro dele e que o fortalecia nos momentos de fraqueza.

Parte desse texto foi baseado no que li em http://franciscodeassis.no.sapo.pt/home.htm

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4 Comentários »

  1. Puxa, você me rememorou Dona Eudoxia! Ela foi diretora do Sttaford, onde estudei o Primário. Você chegou a conhecer? Mais recentemente, fizeram contato com a sobrinha, Eudóxia, pianista também. Não sabia que a Eudóxia tia tocava na Igreja São Francisco.

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    Comentário por Silvia Gouvêa — outubro 5, 2011 @ 13:02 | Resposta

    • Oi Silvia.

      Ela se apresentou somente ontem na Igreja de São Francisco. Foi uma promoção do SESC/Carmo/SP, em comemoração ao aniversário de Franz List. Obrigado pela visita. Augusto

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      Comentário por Augusto Martini — outubro 5, 2011 @ 13:06 | Resposta

  2. Olá,
    Paz e Bem!
    Caso, seja possível, pedimos divulgar entre os seus amigos:

    http://imagensfranciscanas.blogspot.com/

    Lembrando São Francisco de Assis, Patrono dos Animais.
    Muito obrigado.

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    Comentário por seminario frei galvao — novembro 9, 2011 @ 12:46 | Resposta


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