A Simplicidade das Coisas — Augusto Martini

setembro 29, 2010

Críticas ao quadro “É Bom Pra Quê?”, do Dr. Dráuzio Varella

O Fantástico, programa desgastado e batido da Rede Globo de televisão, tem exibido aos domingos o quadro “É Bom Pra Quê?”, apresentado pelo médico Dráuzio Varella. Faz uns dois finais de semana que a série mudou um pouco o seu foco após receber protestos dos telespectadores. O quadro, que esclarece mitos e verdades sobre o uso de plantas e chás para tratamento de doenças, é um dos maiores ibopes do programa dominical.

Frascos de ervas medicinais

A mudança foi feita para aproveitar a polêmica gerada pela exibição de uma suposta crítica aos fitoterápicos, remédios feitos à base de plantas medicinais. A produção teria recebido e-mails de profissionais e usuários dos medicamentos, que não teriam aprovado a forma como o quadro abordou o tema.

Recentemente, o Fantástico registrou seu pior índice de audiência em 10 anos, marcando 17 pontos de ibope no dia 5 de setembro.

Abaixo, seguem duas mensagens de protesto com textos que foram encaminhados para a rede globo:

– o primeiro, enviado à rede globo em 13/09/2010, pela Sra. Carmem Lúcia Machado, de Imperatriz/MA, Profa. Universitária e grande amiga da Laly, outra guerreira e divulgadora das boas coisas do Maranhão.

- o segundo, denominado “O Nordeste é a África? Dráuzio Varela Representa a Indústria Farmacêutica?”, é um texto vinculado na internet, de autoria de Iane Paula Rego Cunha, Doutoranda em Biologia Vegetal-UFPE.

Texto 1

Senhores,

É lamentável que mais uma vez a globo ataque nossa cidade de forma irresponsável e sem conhecimento real dos fatos e com intuito claro de denegrir sua imagem e a imagem do estado do Maranhão:

1) È verdade que maioria da nossa população é pobre sim, como a maioria de nosso imenso pais que sofre de errônea distribuição de renda. Ora, a maior TV do pais é um exemplo disso – profissionais que ganham milhões, pra fazer do nosso pais um circo do preconceito com as regiões mais pobres e menos favorecidas pelas políticas reinantes, a exemplo do “Sr. Draúzio Varella.

2) Imperatriz é sim, a 2ª maior cidade do estado do “Maranhão”, embora acolha sempre de braços abertos visitantes de todas as regiões do pais, inclusive os pobres vizinhos do Tocantins e do Pará e de onde mais vier que precisem do seu socorro e de seu povo humilde e batalhador que a exemplo do professor Frazão, busca constantemente aliviar as dores dos mais carentes, mesmo que isso o faça parecer menor do que é de fato aos olhos “ignorantes” da  realidade local.

3) Quem pretende se aprofundar em fitoterapia, para poder falar no assunto deveria antes de mais nada, principalmente estando no  nordeste, procurar a professora da Universidade Federal do Maranhão, a Dra. Terezinha Rêgo na cidade de São Luis do Maranhão, reconhecida internacionalmente. Não precisava de forma alguma ir tão longe (RS)…. Ah… Desculpem – é preciso conhecer pra saber, e isso (o doutor em que mesmo? Dráuzio Varella) demonstrou francamente desconhecer.

Ou quem sabe, o intuito real era mais uma vez denegrir a imagem de nossa cidade e de nosso estado e de nossa gente tão sofrida, trabalhadora e criativa.

Esqueçam nossa cidade, que está cada vez mais certa de que o jornalismo da globo deve ser esquecido por sua postura sempre tendenciosa e por várias vezes pouco responsável.

Sabem – esse foi, é e será sempre o maior problema do Brasil. Poucos querendo unir e enaltecer, e muito ignorantes querendo dividir.

Publiquem isso e todas as demais críticas que receberam pelo telefone ou por esse canal.

Publiquem também no fantástico a credibilidade da UEMA da INFRAERO na região, bem como a do professor Frazão que não caiu.

Publiquem ainda a repercussão em comunidades do Orkut e outros canais da NET.

Mas publiquem, com o mesmo vigor que publicam as falácias.

Obrigada.

Carmem Lúcia Machado

Imperatriz-MA

Texto 2

O Nordeste é a África? Dráuzio Varela Representa a Indústria Farmacêutica?

Assistindo a serie sobre fitoterápicos do Médico Dráuzio Varela no Fantástico logo me reportei ao filme Jardineiro Fiel, onde indústrias farmacêuticas investiram alto na mídia com a finalidade de derrubar qualquer outro concorrente que venha diminuir suas vendas. Lógico para tanto essas indústrias precisam encontrar alguém que se venda de forma rápida e que tenha um grande canal de divulgação. ‘Sopa no Mel’.

É fato que a globo é o maior canal de divulgação da America latina e o horário nobre, no caso fantástico, engloba o maior numero de telespectadores, onde um médico especialista em escrever livros primários sobre algumas patologias como o guia prático sobre hipertensão e diabetes, câncer, envelhecimento, obesidade e diabetes, que estão à venda em revistinhas das Indústrias Brasileiras de Cosméticos, as quais também investem em tal literatura, sente-se o ‘papa’ da medicina e critica sem nenhum escrúpulo anos e anos de pesquisas de movimentos reconhecidos a nível mundial como a Pastoral da Igreja Católica.

É engraçado como o Médico chega a regiões carentes do nordeste Brasileiro, assim como as indústrias farmacêuticas chegaram à África, amigo, sorridente, prometendo mundos e fundos até que o nativo abra sua porta alegre para depois atacar. Essa postura nos parece no mínimo canalha, porque não mostrar o que realmente quer ao chegar? Eu respondo! Porque é mais fácil criticar e julgar sem esforço nenhum já que o repórter é imexível e julga os centros de pesquisa do sul do país mais importante que do norte e nordeste.

Outra pergunta que não quer calar é: porque ao mostrar as cidades abordadas pelo programa, só aparece a região pobre?  Imperatriz é um dos maiores PIB do Maranhão e não tem só um hospital que faça atendimento ao SUS, a cidade tem nove hospitais dos quais cinco fazem atendimento ao SUS e uma estrutura direcionada a saúde mental, CAP’S que vem se tornando referencia para outras cidades e estados. Quanto ao índice de analfabetismo divulgado, seria bom outra fonte de pesquisa mais fundamentada, pois Imperatriz é pólo Universitário com sete faculdades incluindo a Estadual e a Federal. Seria muito bom um retratamento do Fantástico sobre a figura exposta dos profissionais e das cidades em questão.

Gostaria também de saber, porque alunos de Universidades do Sul do País são mais competentes em suas amostragens que da região Norte? Que tipo de amostragem é feita com um único rato e única coleta? Um Médico respeitado deveria saber que amostragens científicas são feitas de forma bem diferente.

Repense, PASME, como diria o médico, a própria globo há anos atrás divulgou a importância da graviola no tratamento do câncer no globo repórter.

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7 Comentários »

  1. Vejam aí como fomos ridícula mente criticados e iludidos pela equipe da REDE GLOBO, que veio de má fé.
    Aproveitando da generosidade do dr.Frazão.Biólogo, professor de Universidade, reconhecido até fora do País.
    Este cidadão,não é um curandeiro.É uma pessoa que pensa e dedica boa parte de sua vida em estudos e pesquisas.Quer somente trabalhar em causa dos mais pobres.

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    Comentário por Irany — setembro 29, 2010 @ 19:00 | Resposta

  2. Infelizmente nenhuma rede de TV no país é independente o suficiente para divulgar fatos reais. As redes de TV como é sabido atendem a interesses comerciais/econômicos para se manterem, vide a prática comum do “marketing” onde se “vendem” produtos até em suas novelas…”Programas Vespertinos” são verdadeiros comércios eletrônicos onde se vendem produtos “milagrosos”. As TVs querem a manchete, a polêmica. A TV vende ilusão que é um modo de manter o povo distraído das questões nacionais. A informação que mereça credibilidade pede pesquisa, tempo, isso dá um trabalho…

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    Comentário por Emília — setembro 29, 2010 @ 19:26 | Resposta

  3. eu sou adepta de ervas medicinais…atualmente estou tomando o noni
    e tem me ajudado muito.Eu não vi a reportagem mas aqui em miunha cidade eu costumo seguir a orientação da doutora Terzinha Rego premiada internacionaLmente.

    AH! OBRIGADA PELO COMENTARIO E EU POSTEI OUTRAS COISA VENHA VER:
    Site: http://annacrafts.wordpress.com
    eu deixo mensagens em quem comenta no meu blog.

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    Comentário por annamerari — outubro 2, 2010 @ 4:37 | Resposta

  4. OPINIÃO DA FEBRAPLAME SOBRE OS COMENTÁRIOS DO SR. DRAUZIO VARELLA NA IMPRENSA
    BRASILEIRA
    A Febraplame – Federação das Associações de Pesquisa com Plantas Medicinais, composta pelas
    entidades Associação Brasileira de Fitoterapia; Associação Brasileira de Fitomedicina; Sociedade Botânica do
    Brasil; Sociedade Brasileira de Etnobotânica e Etnobiologia; Sociedade Brasileira de Farmacognosia;
    Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental; Sociedade Brasileira de Horticultura;
    Sociedade Brasileira de Química; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Sociedade Catarinense
    de Plantas Medicinais (representando cerca de 5000 pesquisadores das várias áreas da ciência), reunida em
    João Pessoa durante o XXI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, evento que expressa 40 anos de
    pesquisa na área de plantas medicinais e que contou com cerca de 1700 participantes com 1400 trabalhos
    científicos apresentados, vem a público manifestar-se sobre o conteúdo de reportagens da Revista Época e
    programa Fantástico sobre o tema plantas medicinais e fitoterápicos, realizadas recentemente pelo Dr.
    Drauzio Varella:
    1. O Dr. Drauzio Varella afirma, inicialmente, que o Ministério da Saúde propõe uma ‘medicina para pobres
    baseada em plantas que não tem atividade demonstrada cientificamente’. Desde sempre as entidades da
    área tem buscado evitar tal dilema, isto é, produtos para classes distintas, contribuindo de modos diversos
    para que todos os produtos tenham eficácia e segurança garantidas e possam ser usados por pacientes de
    todas as classes sociais. Portanto tal afirmação não corresponde à realidade e ao esforço e entendimento
    dos pesquisadores e entidades da área.
    2. A afirmação de que a fitoterapia não tem atividade demonstrada cientificamente igualmente não tem
    fundamento e evidencia outro aspecto: a existência de modos diferentes de entender-se ‘demonstração
    científica’ (“Têm de ser submetidos ao mesmo escrutínio ao qual os remédios comuns são submetidos.”). Os
    entendimentos técnicos e legais da área definem que para uma substância totalmente nova na terapêutica,
    sejam fármacos sintéticos ou espécies vegetais, exigem-se todos os testes possíveis pré-clínicos e clínicos,
    visão expressa pelo Dr. Drauzio. No entanto, para espécies vegetais ampla e tradicionalmente usadas,
    ocorre flexibilização de requisitos, de modo a considerar-se o tempo documentado de uso como de valor em
    termos de expressão de segurança e eficácia (mínimo de 20 anos de uso no Brasil, e 30 anos ou mais é a
    regra considerada na Comunidade Européia).
    3. Tal requisito, de fato distinto do modo clássico aplicado a fármacos sintéticos, tem base teórica expressa
    nos documentos da OMS desde os anos de 1980 (ex.: OMS. Pautas para la evaluacion de medicamentos
    herbarios. Ginebra, 1991), foi discutido e amadurecido por décadas no Brasil, foi incorporado
    progressivamente em normas legais brasileiras (exs.: RDC Anvisa 17 de 2004; RDC Anvisa 48 de 2004; RDC
    Anvisa 14 de 2010) e tem total sintonia com os padrões regulatórios internacionais, como ocorre na
    Alemanha, Itália, França, dentre inúmeros outros países. Portanto, a posição do Dr. Drauzio trata-se de uma
    visão parcial, ortodoxa, completamente desinformada frente ao que foi construído e estabelecido no Brasil
    em termos técnicos e legais.
    4. As afirmações do Dr. Drauzio de que temos apenas testes in vitro é certamente uma falácia,
    demonstrando má intenção clara, cuja origem não se sabe mas pode ter viés político-eleitoral ou mesmo
    comercial, frente a algum possível segmento que se sinta incomodado em relação às perspectivas abertas
    com a oficialização da fitoterapia no SUS. Na verdade, os estudos nacionais têm progredido em todas as
    áreas, desde os iniciais passando por modelos animais, estudos químicos, de controle de qualidade,
    toxicológicos bem como clínicos. Nesta área clínica certamente há carências, decorrentes do desinteresse
    secular da ciência médica atual, bem como das dificuldades em patenteamento de fitoterápicos, o que
    desestimula o financiamento privado. Mas certamente temos diversos estudos clínicos com plantas
    brasileiras e espera-se que tais estudos proliferem progressivamente com o avanço da fitoterapia em vários
    níveis.
    5. O Dr. Drauzio Varella demonstra claramente seu total desconhecimento sobre os aspectos regulatórios de
    medicamentos fitoterápicos no Brasil, ao afirmar que: “Eles são registrados na ANVISA como complemento
    alimentar”. Essa afirmação, além da ignorância no tema, confunde o entendimento de todo o trabalho que
    tem sido realizado, desde 1995, para a regulamentação dos medicamentos fitoterápicos no país. Desde
    então essa regulamentação vem sendo aperfeiçoada e atualmente é uma das melhores do mundo,
    superando inclusive a legislação dos EUA, país onde realmente os fitoterápicos são considerados
    suplementos alimentares, com venda livre em supermercados e não regulados pelo FDA.
    Outras críticas pontuais têm sido feitas, tanto em relação a algumas Farmácias Vivas visitadas, bem como a
    indicações por profissionais não qualificados para tal, chegando-se também a sugerir que as indicações de
    alguns fitoterápicos não foram bem estabelecidas. Nesse grupo é possível alguma concordância, pois
    recentemente emitimos crítica à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da
    Saúde sobre a falta de abertura para seleção dos oito fitoterápicos recentemente introduzidos no SUS e
    mesmo das 71 espécies da RENISUS. E de fato problemas têm ocorrido, os quais podem e devem ser
    corrigidos e aperfeiçoados visando a adequada implantação da fitoterapia no SUS. No entanto, nada disso
    permite ou justifica a implosão de todo um conjunto de possibilidades terapêuticas, econômicas e de
    aproveitamento da biodiversidade brasileira, como se depreende dos questionamentos desinformados do Dr.
    Drauzio.
    Assim as críticas construtivas sempre devem ser feitas, de modo a que a sociedade civil mantenha seu papel
    fiscalizador das atitudes governamentais e também de contribuição, refletindo a visão dos seus membros e
    aperfeiçoando as políticas setoriais.
    Portanto a Febraplame REPUDIA e CONTESTA a forma equivocada e tendenciosa como este tema vem
    sendo divulgado pelo Dr. Drauzio Varella, Revista Época e programa Fantástico, os quais denigrem o esforço
    de décadas para que se consiga estabelecer uma adequada política de fitoterápicos no Brasil e em nada
    contribuem à sua melhoria.
    FEBRAPLAME
    Lauro Barata – Presidente Gestão 2008-2010
    Vanderlan Bolzani – Presidente gestão 2010 – 2012
    Ricardo Tabach (pelas diretorias)
    Secretário
    São Paulo, 6 de outubro de 2010

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    Comentário por Djalma Menezes — outubro 7, 2010 @ 17:48 | Resposta

    • XXI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, evento que contou com cerca de 1700 participantes com 1400 trabalhos científicos apresentados

      … nenhum deles assinados pelo Frazão… doh! ;)

      As afirmações do Dr. Drauzio de que temos apenas testes in vitro é certamente uma falácia, demonstrando má intenção clara, cuja origem não se sabe mas pode ter viés político-eleitoral

      Falácia é dizer q uma matéria sobre curandeirismo beneficiou algum candidato a eleição… pura tentativa de desviar a atenção pro tema real e denegrir os argumentos da outra parte, qd naum é possível questioná-los diretamente. Pra mim isso é patético.

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      Comentário por Hikari — outubro 9, 2010 @ 20:57 | Resposta


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